<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145</id><updated>2012-02-16T01:52:25.408-08:00</updated><title type='text'>Escrita espontânea</title><subtitle type='html'>Narrativas escritas segundo as orientações de Breton, com alguma ajuda de Dionísio</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-753277747385152495</id><published>2011-12-23T08:15:00.000-08:00</published><updated>2011-12-23T12:29:17.777-08:00</updated><title type='text'>O Jabuti come</title><content type='html'>Quem pertence ao Clã do Jabuti não se desanima diante de alimentos morais que causam ao paladar valorativo sensação desagradável.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Antes, começa por feri-los com sua estrutura maxilar, cortando como lâmina o que se lhe apresenta violentamente para descer goela abaixo, tritura, mesmo que com certa dificuldade, e vai em frente no processo digestivo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As enzimas de seu trato digestivo desintegram os arsenais organizados com armaduras da dissimulação e aparência de ingenuidade que ludibria à primeira vista e causa aos estômagos mais sensíveis mal estar tal, capaz de provocar uma espécie de refluxo quase imediato. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os filhos do Jabuti aprenderam com o profeta Oswald de Andrade, que, por sua vez, recebeu a mensagem dos Pais Totêmicos, os Caraíbas, a comer, assimilar o alimento e a absorver o inimigo: aprendizado.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E, no final, a alegria continua sendo a prova dos nove no reinado de Pindorama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-753277747385152495?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/753277747385152495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=753277747385152495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/753277747385152495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/753277747385152495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2011/12/o-jabuti-come.html' title='O Jabuti come'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1513360129832723069</id><published>2011-03-09T06:37:00.001-08:00</published><updated>2011-03-09T06:43:01.088-08:00</updated><title type='text'>Quem torna a experiência deste mundo mais desagradável?</title><content type='html'>Os desesperados, os que possuem estômagos mais resistentes, os que não têm nada a perder, os que atropelam os adversários com suas medidas ou falta de medidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que acolhem os desesperados e os estimulam, os que alimentam os que possuem estômagos resistentes com podridões, os que não oferecem o que ganhar, os que assistem atropelos em série com um risinho no canto da boca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1513360129832723069?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1513360129832723069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1513360129832723069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1513360129832723069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1513360129832723069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2011/03/quem-torna-experiencia-deste-mundo-mais.html' title='Quem torna a experiência deste mundo mais desagradável?'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5106440942880519801</id><published>2011-02-23T12:58:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T13:03:37.456-08:00</updated><title type='text'>Interseções (des)acordam</title><content type='html'>Um mundo só com as pessoas desejáveis deveria existir para cada um.&lt;br /&gt;Um mundo pessoal, próprio e único para cada existente.&lt;br /&gt;Às vezes eu vivo como se essa fosse a (minha) realidade.&lt;br /&gt;Às vezes não consigo, acordo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5106440942880519801?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5106440942880519801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5106440942880519801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5106440942880519801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5106440942880519801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2011/02/intersecoes-desacordam.html' title='Interseções (des)acordam'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-986698123088720989</id><published>2011-02-17T15:52:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T16:15:34.700-08:00</updated><title type='text'>Desejar o mal ao próximo é - ainda - uma capacidade humana?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns episódios recentes me fizeram refletir acerca da condição humana.&lt;br /&gt;Adianto que não pensei nos "deixa-me chorar" dos seres que compartilham esta condição.&lt;br /&gt;A motivação foi bem mais mesquinha: de repente me vi diante de algumas situações que me fizeram desejar mal ao próximo.&lt;br /&gt;Neste mundo de censuras politicamente - e hipocritamente -corretas, eu não sei mais se desejar o mal ao próximo é considerada uma capacidade humana.&lt;br /&gt;Explico: não se pensa mais o humano em termos nietzscheanos, rodrigueanos ou sob qualquer paradigma que implique alguma reflexão rasa que seja.&lt;br /&gt;Na verdade acho que nem se pensa muito mais o humano. Se tem aquele luminoso senso comum que associa o humano ao "bonzinho".&lt;br /&gt;- "Fulano é muito humano! Até separa o lixo para que os catadores de rua tenham menos trabalho..."&lt;br /&gt;Canso de ouvir exclamações emocionadas do gênero.&lt;br /&gt;O fato é que uma ou duas vezes nos últimos tempos, me flagrei desejando o mal.&lt;br /&gt;Este mal não levou a nenhuma reação mais ou menos acalorada.&lt;br /&gt;Na verdade desejar o mal ao próximo teve um quê de comediazinha pessoal, daquelas que o indivíduo não costuma confessar nem para si mesmo no banheiro com a porta fechada.&lt;br /&gt;Por que não cheguei nem a desejar desfechos trágicos reais. No máximo umas tragédiazinhas no estilo tragicômico rodrigueano, das menos afeitas ao bom gosto, típicas dos romances de Suzana Flag.&lt;br /&gt;E ri... Só ri.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-986698123088720989?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/986698123088720989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=986698123088720989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/986698123088720989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/986698123088720989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2011/02/desejar-o-mal-ao-proximo-e-ainda-uma.html' title='Desejar o mal ao próximo é - ainda - uma capacidade humana?'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8964148093175028857</id><published>2010-05-10T15:37:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T15:39:21.303-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que quem inventou esse negócio de "memorial descritivo" tem responsabilidade no fato de haver tantos intelectuais e acadêmicos em geral surtados, em crise, etc...Volta e meia a pessoa precisa lembrar dos fantasmas de dez anos atrás e ainda criar um sentido inteligível para isso tudo... bem complicado se levado a sério!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8964148093175028857?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8964148093175028857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8964148093175028857' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8964148093175028857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8964148093175028857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2010/05/acho-que-quem-inventou-esse-negocio-de.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-4070197287432428774</id><published>2010-04-07T04:48:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T05:09:12.664-07:00</updated><title type='text'>FALÊNCIA DA FLÂNERIE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se você sofre algum tipo de violência, não demora muito a ouvir o veredito: a culpa é sua!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Como assim?" Você pergunta assustada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta é em tom de verdade inapelável, você nem tem tempo de refutar, dado o volume de argumentos que são despejados:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você se expõe andando de ônibus, você se expõe andando arrumada, você se expõe andando com uma criança bem cuidada na rua, você se expõe por que seu cabelo chama a atenção, você se expõe por que anda distraída, você se expõe por que sente medo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desorientada ainda pela violência na rua e pela violência dos argumentos você pensa: "é, devo ter responsabilidade nisso mesmo...". Então, pensando em evitar novos traumas, começa a pensar em como evitar uma nova exposição à situações violentas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A receita que surge desse diálogo que tem algo de alucinatório seria: "fazer dinheiro nascer em árvore para comprar um carro AGORA, andar vestida de uma forma que não é a desejada.. a prescrita como senha de liberação pelos bandidos, ou algo do gênero, deixar sua criança em casa, ou cuidar um pouco menos dela, raspar a cabeça, fazer uma trança ou qualquer outra forma que não a desejada por você mesma, andar tensa e além disso tudo, não sentir medo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como não sentir medo? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, esse tópico, que é o mais difícil de imaginar, eu vou deixar para desenvolver outro dia. Até por que HOJE eu não vou sair de casa e por esse motivo posso me sentir tranquila. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-4070197287432428774?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/4070197287432428774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=4070197287432428774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/4070197287432428774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/4070197287432428774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2010/04/falencia-da-flanerie.html' title='FALÊNCIA DA FLÂNERIE'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-748010136301058563</id><published>2010-03-10T19:51:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T20:05:31.080-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Daqueles dias em que se deseja não sentir o que sente,&lt;br /&gt;dos momentos em que se queria não haver agido da forma que agiu&lt;br /&gt;com a disposição de quem acha que não há remédio e deixa correr à revelia&lt;br /&gt;na ânsia de que o passado recente se torne antigo&lt;br /&gt;antigo, antigo, velho e incapaz de tocar qualquer nota&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-748010136301058563?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/748010136301058563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=748010136301058563' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/748010136301058563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/748010136301058563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2010/03/daqueles-dias-em-que-se-deseja-nao.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-435350622335382666</id><published>2010-01-22T13:58:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T13:59:05.758-08:00</updated><title type='text'>Solução</title><content type='html'>Para qualquer dilema: mediação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-435350622335382666?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/435350622335382666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=435350622335382666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/435350622335382666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/435350622335382666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2010/01/solucao.html' title='Solução'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-621157051517844645</id><published>2010-01-11T16:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T17:00:55.326-08:00</updated><title type='text'>Experiência expressionista</title><content type='html'>Situação limite: a carne é a experiência da vertigem.&lt;br /&gt;Ela não dura muito. Flashes de consciência informam que ela logo vai passar&lt;br /&gt;- isso poderia trazer tranquilidade - mas não traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem depois da situação limite nunca se sabe:&lt;br /&gt;Poderia vir o tudo esperado ou o nada ponderado, mas não vem.&lt;br /&gt;Na prática, vem a alteridade - depois da experiência da vertigem, quem esperou já é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação limite é indefinição, não determinidade.&lt;br /&gt;Indefinição é prima-irmã da intranquilidade&lt;br /&gt;- tá mais pra ansiedade, náusea, vertigem, dor de cabeça suor frio grito abafado alucinaçãoinsôniaconsoloedesconsolo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-621157051517844645?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/621157051517844645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=621157051517844645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/621157051517844645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/621157051517844645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2010/01/experiencia-expressionista.html' title='Experiência expressionista'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-466731355923965675</id><published>2009-12-26T13:51:00.001-08:00</published><updated>2009-12-26T14:09:54.540-08:00</updated><title type='text'>Ímpeto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ímpeto é bicho instruído, bicho guiado pelo instinto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nasceu não se sabe como. Em algum momento é que deu para perceber que já existia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudou tudo: moveu, brincou, fez brincar, animou, expôs.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem bobo achava que criava Ímpeto. Achava que criava, alimentava, lidava, mexia e brincava com ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensava que havia amansado Ímpeto, domesticado, controlado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada disso, Ímpeto é que mexeu com Homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descontrolou, alucinou mas achou pouco. Aí pulou a janela, o muro, extrapolou os limites. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se contentou e saiu no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem ficou só. Homem ficou quieto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-466731355923965675?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/466731355923965675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=466731355923965675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/466731355923965675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/466731355923965675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/12/impeto.html' title='Ímpeto'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3988504607810064654</id><published>2009-12-20T14:05:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T14:22:48.216-08:00</updated><title type='text'>Cansada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu queria achar mais fácil seguir a recomendação de Alberto Caeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tento, mas não consigo parar de pensar, abrir os olhos e fazer o óbvio: enxergar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Capítulo de tese, currículo, relatório, conceitos, teorias, disputas, políticas, representações... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu me afogando nesse mar de abstrações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me pego pensando (armadilha), seria um instante no paraíso um minuto sem pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desisto: termino me perguntando se há mesmo a possibilidade de exergar... se não seria apenas mais uma crença, pensamento, abstração. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3988504607810064654?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3988504607810064654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3988504607810064654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3988504607810064654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3988504607810064654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/12/cansada.html' title='Cansada'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-821154675541122145</id><published>2009-11-27T05:21:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T05:27:11.998-08:00</updated><title type='text'>Cada dia é dia de viver</title><content type='html'>Cada dia a vida ensina que seguir em frente é a ordem, é o imperativo, é o caminho.&lt;br /&gt;Cada dia a vida ensina que é preciso se hermanar e sentir o que o outro sente para seguir acreditando.&lt;br /&gt;Cada dia a vida ensina que só acreditando é possível continuar vendo beleza e continuar com o tesão para seguir em frente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-821154675541122145?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/821154675541122145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=821154675541122145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/821154675541122145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/821154675541122145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/11/cada-dia-e-dia-de-viver.html' title='Cada dia é dia de viver'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3835749301403562368</id><published>2009-11-26T10:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T10:31:14.866-08:00</updated><title type='text'>Paciência</title><content type='html'>Baby, aquilo só ia dar certo se você ficasse perto...&lt;br /&gt;De longe é outra perspectiva - e isso muda tudo, já dizia aquele professor de fenomenologia.&lt;br /&gt;Aqui tem tanta, tanta, mas tanta vida pra ser vivida... que basta! Tá super bom aqui pra mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3835749301403562368?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3835749301403562368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3835749301403562368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3835749301403562368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3835749301403562368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/11/um-abraco.html' title='Paciência'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2921261943587139929</id><published>2009-11-20T10:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T10:28:52.006-08:00</updated><title type='text'>Pro amor ser bom, tá faltando a cara de pau à la Cazuza!</title><content type='html'>Benzinho, eu ando pirado&lt;br /&gt;Rodando de bar em bar&lt;br /&gt;Jogando conversa fora&lt;br /&gt;Só pra te ver&lt;br /&gt;Passando, gingando&lt;br /&gt;Me encarando&lt;br /&gt;Me enchendo de esperança&lt;br /&gt;Me maltratando a visão&lt;br /&gt;Girando de mesa em mesa&lt;br /&gt;Sorrindo pra qualquer um&lt;br /&gt;Fazendo cara de fácil, é&lt;br /&gt;Jogando duro com o coração, gracinha&lt;br /&gt;Todo mundo tem um ponto fraco&lt;br /&gt;Você é o meu, por que não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2921261943587139929?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2921261943587139929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2921261943587139929' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2921261943587139929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2921261943587139929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/11/pro-amor-ser-bom-ta-faltando-cara-de.html' title='Pro amor ser bom, tá faltando a cara de pau à la Cazuza!'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1615016592904298428</id><published>2009-10-26T10:04:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T10:09:47.539-07:00</updated><title type='text'>A voz do Oráculo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em situações de TENSÃO, antes de apelar para um pote cheinho de chocolates com cereja e licor ou 1/2 K de chocolate amargo, é bom pensar na opção sugerida pelo meu Oráculo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se tiver comprimidos para TPM, tome 4. Acenda um cigarro. Tome uma coca-cola e faça uma cara blasé, de preferência usando óculos escuros enormes". Há ainda a opção mais alcóolica: "Substitua a coca-cola por uma cuba-libre"...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Melhor do que chocolate que engorda pra caramba!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1615016592904298428?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1615016592904298428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1615016592904298428' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1615016592904298428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1615016592904298428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/10/voz-do-oraculo.html' title='A voz do Oráculo.'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8212250512296686944</id><published>2009-10-15T13:11:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T13:26:19.287-07:00</updated><title type='text'>Qualquer bobagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pequenas ironias do cotidiano oferecidas pelo mefistófeles pessoal que cada um de nós (que quer e pode) tem suspendem as expectativas, as colocam na posição de pobres conformismos dignos de quem não acredita nas possibilidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora o mais irônico é a dialética da expectativa: de um instante a outro se vê a ironia pôr em xeque a expectativa, neste movimento nascer a surpresa e esta se transformar em nova expectativa... não identica à primeira é claro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8212250512296686944?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8212250512296686944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8212250512296686944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8212250512296686944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8212250512296686944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/10/qualquer-bobagem.html' title='Qualquer bobagem'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2776086408949812591</id><published>2009-10-11T12:07:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T12:14:16.504-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O compreender traz consigo o perigo do desencanto...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2776086408949812591?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2776086408949812591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2776086408949812591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2776086408949812591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2776086408949812591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/10/o-compreender-traz-consigo-o-perigo-do.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8548259953205565897</id><published>2009-09-09T05:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T05:38:17.631-07:00</updated><title type='text'>Mas o que é isso mesmo, hein companheiro?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Há 40 anos atrás o brasileiro tinha um inimigo. O &lt;em&gt;inimigo do povo&lt;/em&gt; que limitava as liberdades individuais e uniu uma quantidade enorme de brasileiros em sentimentos e ações ao ponto de se tratarem por “companheiros”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há 40 anos, mais exatamente no dia 4 de setembro de 1969, integrantes da ANL e do MR-8 sequestraram o embaixador dos Estados Unidos, forma de driblar a censura, virar notícia e conquistar certos objetivos que dependiam da visibilidade que era vetada a todos que se posicionassem contra o regime militar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;inimigo do povo&lt;/em&gt; limitou liberdades, torturou, matou, esterilizou, mas o mesmo povo sinuoso que sequestrou, também falou de flores, cantou canções que sugeriam à imaginação não censurada como seria a vida quando tudo passasse, que um carnaval chegaria e não iria mais embora, que apesar de tudo o “amanhã” haveria de ser outro dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje vivemos um tempo difícil. Um pouco de nostalgia do que se imaginava que seria – e definitivamente não é -, somada a uma impossibilidade cada vez maior de se “hermanar” ao próximo que se revela capaz de tudo por nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não existe mais o&lt;em&gt; inimigo do povo&lt;/em&gt; para justificar as ações, o que significa que o quadro revelado a cada dia quando olhamos pela janela é o retrato da máxima dostoiewskiana segundo a qual, “se Deus não existe, então tudo é possível”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem transcendências e inimigos comuns, vemos seres com potenciais humanos se transformarem em raskolnikovs sem justificativa, capazes de tudo sem motivos nem objetivos – sem produzir sentidos que eles mesmos possam conhecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses dias, com a Seleção em terras soteropolitanas e a mídia em polvorosa, Salvador está vivendo dias pesados. A visibilidade está sendo utilizada a todo custo por esses raskolnikovs sem sentido, no entanto não se sabe bem ao certo por que. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Especula-se, é verdade. Temos cientistas sociais e jornalistas sempre à mão tecendo explicações para os ataques aos módulos policiais e para a “sampaulização” da cidade – com as bizarras queimas de coletivos. Mas não houve ainda uma exposição dos motivos vinda de quem pratica os atos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As organizações (des)qualificadas de terroristas normalmente assumem a autoria dos atos como forma de expor motivos e intenções dos atos. Em 69, Fernando Gabeira, o “Companheiro Paulo” de uma das organizações revolucionárias acima mencionadas, criou um documento explicando as razões e intenções que motivaram o sequestro do embaixador americano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso me pergunto - desanimada - a respeito de hoje. Será que os atores atuais são capazes apenas da barbárie, mas precisam de porta-vozes acadêmicos ou midiáticos? Ou será que lhes falta um “Companheiro Paulo” da (des)organização para falar em causa própria, deixando de lado as atribuições de sentido praticadas por intelectuais e jornalistas que se empenham para explicar o inexplicável? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Óbvio que não. Falta algo mais: lhes falta o próprio sentido. E na compreensão da falta de sentido do que há para hoje, lembro-me que Rousseau estava errado... O homem não é bom. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8548259953205565897?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8548259953205565897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8548259953205565897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8548259953205565897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8548259953205565897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/09/mas-o-que-e-isso-mesmo-hein-companheiro.html' title='Mas o que é isso mesmo, hein companheiro?'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-136246182137538580</id><published>2009-09-02T10:05:00.001-07:00</published><updated>2009-09-02T10:13:16.032-07:00</updated><title type='text'>Tranquilidade</title><content type='html'>Essa vontade de antecipar os acontecimentos&lt;br /&gt;saber o que vai ser, como se vai sentir,&lt;br /&gt;viver tudo agora, deixar a mente livre pra depois...&lt;br /&gt;Ela é chamada de diversas formas:&lt;br /&gt;impetuosidade, espontaneidade&lt;br /&gt;precipitação, surto, verdade...&lt;br /&gt;Mas no fundo é só ansiedade&lt;br /&gt;mania de atropelar todas as coisas,&lt;br /&gt;realizar agora uma vontade que talvez nem nascesse...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-136246182137538580?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/136246182137538580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=136246182137538580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/136246182137538580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/136246182137538580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/09/tranquilidade.html' title='Tranquilidade'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5651931755107053795</id><published>2009-08-27T06:19:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T06:48:13.029-07:00</updated><title type='text'>A ordem do dia é envelhecer!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SpaOVDFLdkI/AAAAAAAAAO0/TwOu7NK_Vdg/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374639697568691778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SpaOVDFLdkI/AAAAAAAAAO0/TwOu7NK_Vdg/s200/imagem.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SpaOG--HRrI/AAAAAAAAAOs/PE5aypGwDO0/s1600-h/imagem.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vivo em uma sociedade que a todo instante deixa entrever como a jovialidade é mal vista. Parece que todos deveriam ter nascido anciãos, todos deveriam ser múmias com todos os achaques de múmias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa semana comecei a fazer aulas de direção. Quando cheguei, a primeira coisa que o ser perguntou foi se eu já dirigia - oras! Quem paga 900 pila$ para supostamente aprender uma coisa que já sabe? Eu mesma não! Mas sim, eu respondi que não, que nunca havia ligado um carro. Essa afirmação não foi suficiente para o ser híbrido de homem e cavalo, javali - sei lá - entender que não é óbvio para mim onde fica a 1ª, 2ª, 3ª (qual seja) marcha. Não é óbvio para mim quando passar uma e outra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse descompasso, o javali esperava que eu errasse para cometer "o erro": me chamar de "minha filha". - "Minha filha, olha o que você fez!", - "Minha filha, eu mandei você passar a segunda e você tentou passar a terceira!", - "Minha filha, você deixa o carro morrer toda hora!". Ele ia pegando mais pesado e eu errando cada vez mais porque o óbvio ululante de um javali não é o óbvio que eu consigo reconhecer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No final da aula, o Sr. Javali me deu a dica de nossa total falta de comunicação: ele se virou para mim - que pago minhas contas desde os 20 anos de idade - e disse com um ar professoral: "por hoje é só Jovem".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que a sugestão que insiste em pairar na atmosfera seja a de que é ridículo ser jovem, é feio ser jovem, que se deve buscar envelhecer a qualquer custo, eu me recuso...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5651931755107053795?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5651931755107053795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5651931755107053795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5651931755107053795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5651931755107053795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/ordem-do-dia-e-envelhecer.html' title='A ordem do dia é envelhecer!'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SpaOVDFLdkI/AAAAAAAAAO0/TwOu7NK_Vdg/s72-c/imagem.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7536628796080527841</id><published>2009-08-26T14:10:00.000-07:00</published><updated>2009-08-26T14:42:51.989-07:00</updated><title type='text'>Ah, a burocracia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há tempos alguns profetas das ciências sociais já previam resignados que a possibilidade de liberdade do homem é também aquilo que o ata em um enredamento implacável... Nos dias atuais é mais fácil falar de enredamento do que de liberdade, porque quando se fala de liberdade hoje em dia, logo vem à mente a necessidade de pedir permissão para se ter vontade - e pra mim liberdade sem vontade lembra aquela piada do bêbado que "devolve a liberdade" à tartaruga que seus olhos boiando em álcool enxergam como linda, mas na verdade era um homem que não podia nadar que estava se afogando. Deixa pra lá a parte da tartaruga...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É tão massante ficar ouvindo o tempo inteiro um discurso pobre sobre liberdade que versa muito mais a respeito do egoísmo ou vontade de não ser importunado por parte de quem o profere que vejo burocracia em tudo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Burocracia para querer, permissão para sorrir, concessão para amar, senha para respirar, dia e hora marcada para se comunicar, ordem de chegada para ficar... a lista não tem fim...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pior é que tudo isso é narrado em nome da liberdade. É a liberdade mais burocratizada que minha imaginação pode conceber. Resta fazer como Chico, pedir que deus pague a quem nos deixar existir!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7536628796080527841?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7536628796080527841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7536628796080527841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7536628796080527841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7536628796080527841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/ah-burocracia.html' title='Ah, a burocracia...'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5129642466693338997</id><published>2009-08-08T11:35:00.001-07:00</published><updated>2009-08-10T07:05:24.494-07:00</updated><title type='text'>O inimigo do povo (à fórceps)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nosso tempo quer trazer à luz a qualquer custo um inimigo do povo. Não está adiantando nada o bom humor sinuoso do brasileiro que, em dias de fotos bizarras para convencer os fumantes de que o vício é feio, passou a escolher pela gravura com um engraçadinho: - Me dá aí um do câncer de pulmão. Ah não tem? Então me vê outro aí, só não me venha com o da impotência!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O esforço tem sido enorme para pintar o cigarro como a causa de todos os males da humanidade. Já tem gente mudando a frase de Macunaíma para "muito cigarro e pouca saúde, os males do Brasil são". Não tem mais a fumaça dos carros e das fábricas poluindo o ar. Tem a fumacinha que sai do cigarro. Não tem mais o mau hábito de quase 99% do brasileiro de jogar lixo onde não deve - e outra centena de hábitos que todos praticam mas são prejudiciais ao meio ambiente. Agora só tem o filtro do cigarro que não se decompõe e é levado pela chuva aos montes para os bueiros e entopem as cidades - todas com projetos urbanísticos impecáveis... não fossem os nefastos filtros... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falar em filtros, me lembrei de Bituca. Se Milton tivesse nascido hoje, provavelmente teria uma voz ainda mais divina sem tanta fumaça de cigarro (ou não... vamo parar de esquecer as outras fumaças que também causam alergias respiratórias! ) mas com certeza não teria o apelido! Um apelido que aproxima, que talvez tenha uma participação significativa na sua afetividade, artisticidade, musicalidade, popularidade etc etc. (baixou a socióloga). Ah, Nelson Rodrigues podia dizer que se Marx não tivesse as brotoejas que tinha ele nunca conceberia o materialismo histórico e não teria escrito o manifesto comunista. Eu posso dizer que sem o apelido de Milton Nascimento, Elis Regina poderia dizer que se deus escrevesse escreveria como Chico, mas teria que arrumar outro representante para a voz divina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos perdido muito da nossa poesia, do nosso romance. Hoje é difícil imaginar o famoso cigarro seguido da pergunta -  "foi bom para você?". Em dias como os nossos, Chico Buarque já não poderia assumir que ia fumando porque sem um cigarro ninguém seguraria o rojão de uma ditadura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero ver com que vamos levar a chatisse daqueles arautos da legalidade que já começaram a solicitar o apagamento dos cigarros...(desinformados, pedem que se apague até em lugares abertos).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5129642466693338997?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5129642466693338997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5129642466693338997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5129642466693338997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5129642466693338997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/o-inimigo-do-povo-forceps.html' title='O inimigo do povo (à fórceps)'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3740235792266811094</id><published>2009-08-07T03:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T03:28:14.716-07:00</updated><title type='text'>Missa de boteco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estava num movimento tão caseiro que não tinha me dado conta do impacto dessa lei que proíbe o fumo de cigarros em bares. Essa semana dei uma chegada no Póstudo e desde que entrei achei o ambiente meio estranho. Tinha umas dez pessoas espalhadas pelas mesas e duas pessoas fumando na área externa do bar, com um cinzeiro na frente conversando naturalmente. Isso também não foi suficiente para esclarecer meu estranhamento. Perguntei e aí caiu a ficha: impedidos de fumar, os fumantes se abstiveram do bar. Com possivelmente mais da metade da população barzística fora da área, metade do restante da população foi atrás. Aí o resultado foi esse, uma dúzia de gatos pingados com problemas respiratórios (única parcela estatística que provavelmente comemorou essa lei) ou de desinformados como eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sou fumante, mas ver de repente uma proibição desse tipo é no mínimo de se estranhar. Em uma cidade como Salvador que vive do ócio e do entretenimento os impactos podem ser ainda maiores: desemprego e solidão elevados à 20ª potência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O quadro que vi foi de amargar. Me fez lembrar uma igreja. É preciso abrir os olhos porque senão daqui a pouco vamos ver sendo rezadas missas no solo de Dionísio – uma heresia! Imagine só, as mesas posicionadas em filas com homens de um lado e mulheres do outro. Em momentos de ceia os diáconos/garçons serviriam aqueles tira-gostos em bandejas de prata e em seguida viriam com pequenos cálices de vinho. Ou então iríamos todos em fila receber do padre/gerente o tira-gosto em forma de hóstia. Já não se conversaria mais: se confessaria os pecados do dia. Na hora da expiação, nada de prescrições de ave-marias ou padre-nossos, posto que a conta se prestaria a tal papel com exatidão quase cirúrgica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para os que preferem continuar de olhos bem fechados, têm sido mobilizados como justificativas reportagens/catequeses como as que dizem que uma garçonete que trabalha em um bar fumava aproximadamente 30 cigarros passivamente por dia antes da lei “salvadora”. Que seja! Agora vá perguntar para os garçons se eles não preferiam os clientes nas mesas bebendo, fumando e pagando os reclamados 10% - mesmo que com isso viessem uns cigarrinhos fumados passivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como disse antes, não sou fumante, mas confesso que um bar-igreja é meio sem graça. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3740235792266811094?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3740235792266811094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3740235792266811094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3740235792266811094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3740235792266811094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/missa-de-boteco.html' title='Missa de boteco'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5408166807898839017</id><published>2009-08-06T06:37:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T07:09:52.005-07:00</updated><title type='text'>Mente ocupada com quê??</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em encruzilhadas afetivas é comum ouvir das pessoas próximas a sugestão: - “Você está precisando ocupar sua mente com outras coisas”. Acho que já ouvi tanto essa frase (e me disse tanto essa frase) que na noite passada tive um sonho macabro: sonhei com um varal cheio de roupas lavadas e com a “feliz” conclusão de que aquela imagem era a materialização de uma mente bem resolvida e sem conflitos emocionais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordei um pouco assustada. Será que nos recantos abissais da minha mente eu alimentava um desejo de me realizar no fruto de meu trabalho braçal? Logo eu que sempre achei bizarra a sociologia do trabalho? Logo eu que tenho Macunaíma como herói?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim fiquei achando que o caso merecia uma reflexão mais profunda – mas que também não desse muito trabalho porque já estava de bom tamanho o varal de roupas limpas, mesmo tendo elas sido lavadas em sonho (ou pesadelo?). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, cogitando, digamos que eu me encontrasse em uma encruzilhada emocional e partisse em busca de uma ocupação para minha mente em um cesto de roupas sujas. Acho que quando visse as roupas todas limpinhas eu até que ia sentir uma certa satisfação de dever cumprido. Mas e depois? Quando as roupas começassem a ficar sujas de novo? Acho que eu que ia começar a sentir saudades das encruzilhadas emocionais sempre diversas, sempre novas - mesmo guardando alguma coisa de comum com as anteriores. Mas aí já seria complicado... o cesto se enchendo, meus braços cansando, a vontade de ter os braços desocupados para ocupar a mente com qualquer coisa (boa ou ruim) aumentando... enfim... só Nietzsche&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas digamos que nem tudo se resuma ao eterno retorno das roupas ao cesto. Digamos que gratifique o trabalho que resulte numa materialidade que te mostre o que é o “real” que importa. Se são apenas hipóteses, digamos que eu começasse a trabalhar na construção civil. Os braços começam a se ocupar de tal maneira que os neurônios só conseguem apontar para o próximo tijolo, o próximo saco de cimento a ser esvaziado. De noite, em casa, o corpo exausto não admite nem uma elucubração sequer. Ótimo. Mas depois, a obra pronta aponta pra tanta coisa que não foi pensada e ao mesmo tempo é uma materialidade que tem em si cada um dos pensamentos evitados – que existem tanto quanto aqueles que foram admitidos. E o pior é que a inspiração dos estados de espírito nesse caso não adianta de nada: o resultado é necessariamente o plano traçado na planta da obra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí volto para a hipótese mais palpável na minha realidade eu me dou conta de que, no que tange à ocupação da mente com trabalho braçal, eu estou fora. Minha praia é ficar mexendo com as idéias e, de mais a mais, estados de espírito sempre interferem de algumas maneiras – mas isso não quer dizer que seja ruim, quer dizer que depois posso rir ou chorar na calçada por inspirações ou falta de inspirações legais ou não, mas que figuram nas linhas ou leituras que faço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5408166807898839017?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5408166807898839017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5408166807898839017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5408166807898839017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5408166807898839017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/mente-ocupada-com-que.html' title='Mente ocupada com quê??'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5104751282734732809</id><published>2009-08-04T07:50:00.001-07:00</published><updated>2009-08-05T09:54:53.951-07:00</updated><title type='text'>Censura cósmica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri uma coisa recentemente: as entidades do submundo dionisíaco não admitem profissão de fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dias atrás escrevi um texto anunciando que estava em débito com as obrigações dionisíacas e sairia em retiro espiritual. Pior: revelei toda a teoria e liturgia que estariam envolvidas nas obrigações e no culto à Dionísio e José Cuervo. Não foi uma boa idéia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira noite de peregrinação foi na verdade uma sucessão de acontecimentos bizarros, começando pelo cancelamento da festa que eu ia, passando por eu ir para uma boate que estava praticamente vazia e culminando no meu encaminhamento para uma festa gótica (sim, eu vi... eles existem mesmo!). Nunca vi coisa daquela, todo mundo triste. Tinha até uma menina com um livro de Álvares de Azevedo sentada na boate - o livro tava fechado, mas era um livro! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O pior é que mesmo quando o meu mau humor se manifesta eu não consigo ficar emburrada. Resultado: no meio de seres não sei a que preço tristes, estávamos eu e meu Oráculo sem conseguir segurar a risada...Fiquei com medo de ser linchada pela galera - não é fácil ser minoria - e fui procurar minha turma. Voltei pra boate vazia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acontece que, pra dar conta da atmosfera tristinha, eu havia me liberado nas heinekens (que -acredite - em brasília são mais fortes, não sei por que) e quando fui descer a escada pra chegar na boate vazia tomei uma queda...resultado... sem sapatos que dessem jeito de dançar, voltei pra casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não acabou ainda: chegando no prédio me deparei com um ser até certo ponto humano com uma barra de ferro na mão (depois que corri entendi que era assalto - só depois ele solicitou o celular). Coisa mais feia depois ver na câmera de vídeo do prédio... parecia aqueles cachorros de desenho animado que você joga o pedaço de carne pra ele parar de te perseguir. Aí o bicho pega a carne e sai todo acuado pro outro lado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em face desses acontecimentos, eu que fico nessa onda de "acredito no homem" vi mais uma vez minha segurança dar uma balançada. Tinha ironizado tão humoradamente a religiosidade dionisíaca no último texto quando falava que ia sair em retiro espiritual que entrei na nóia de que poderia estar futucando alguma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Todo o mundo sente em algum momento que precisa se apaziguar com o cosmos, que deve ser melhor passar despercebido por algo que porventura esteja pairando em algum lugar que eu nem quero imaginar onde... essas coisas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;RESULTADO: censurei meu texto do retiro espiritual... Algo tinha que servir pra expiação, ué! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5104751282734732809?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5104751282734732809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5104751282734732809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5104751282734732809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5104751282734732809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/08/censura-cosmica.html' title='Censura cósmica'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3795909119422583982</id><published>2009-07-14T07:18:00.001-07:00</published><updated>2009-07-14T07:20:42.652-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Parei com a dialética... Já deu. Vou estacionar aqui na antítese mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3795909119422583982?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3795909119422583982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3795909119422583982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3795909119422583982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3795909119422583982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/07/parei-com-dialetica.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7113274813779770954</id><published>2009-07-10T12:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T17:45:21.508-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De tudo se tira uma lição: de ficar resfriando e esquentando o vinho ele vira vinagre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De se ficar marcando e desmarcando um encontro se acaba com o tesão!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nem tudo se resume a isso. Vai que acaba o tesão e você chuta o pau da barraca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pressupondo que o encontro incluia um vinho... o que acontece? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você toma o vinho... e ele desce amargo pra c@¨@&amp;amp;#*. Não quero dizer que amargo é de todo ruim: é experiência. Você tá Puto da Vida e bebe aqueles primeiros goles... não sei se é imaginação minha, mas parece que eles passam amargos pela garganta e vão avançando quentes pelas veias dos braços e você vai relaxando, vai lembrando que é vivo sozinho também! Que pode beber seu vinho, viver sua vida, sentir seu sangue dionisíacamente circulando nas veias. É bom. Dionísio é um bom mentor, ajuda a mandar o que deve ir se foder. às vezes rola uma ressaca moral, mas costumo achar que é válido aproveitar a possessão dionisíaca, o poder que ele nos dá... depois eu continuo. Licença dionisíaca... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7113274813779770954?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7113274813779770954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7113274813779770954' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7113274813779770954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7113274813779770954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/07/de-tudo-se-tira-uma-licao-de-ficar.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2072138491238580975</id><published>2009-07-03T20:01:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T21:08:53.076-07:00</updated><title type='text'>Show de velório? Quem é doido...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Saindo do (meu) lugar comum de brincar com o mau-humor cotidiano ou com a pobreza de nossa afetividade contemporânea, vou comentar um fato que não sai mais do noticiário. Agora, claro que vou comentar do meu jeito, de vez em quando mau humorado e pobrezinho de afeto também. Eu até que tentei abstrair da enxurrada, da hemorragia de Michael Jackson em tudo o que se ouve, em tudo o que se lê e em tudo o que se vê desde que se suspeitou do último suspiro do rapaz. Respirei fundo até quando o instrutor de primeiros socorros da auto-escola parou de dar os toques para a prova teórica do detran para falar do Demerol - haja!... Até aí tudo bem, mas quando vi o espetáculo de velório que está sendo anunciado para a próxima terça-feira não me contive. Terminei me perguntando, mesmo sabendo que não obterei resposta: - What p*&amp;amp;¨%$ esse povo todo quer ver?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei viajando e essa pergunta me fez lembrar de Boca de Ouro. Lembra dele? Vou dar uma ajuda: Boca de Ouro, personagem de Nelson Rodrigues, aquele que trocou os 32 dentes saudabilíssimos por uma dentadura de ouro. Porque alguém trocaria um "sorriso de dentifrício", como diria Drummond, por uma dentadura de ouro? Tudo bem, era de ouro, mas era dentadura, ora essa!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos à questão: a mãe de Boca de Ouro era uma prostituta que, quando já apresentava sinais de que apodrecia em vida, teve o filho e o deixou na pia da gafieira que frequentava: Sua pia de batismo foi a pia de gafieira e a mãe a quem ele chamava de "virgem de ouro" era uma mulher degradada pela própria vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua obsessão passou a ser vencer a morte e a necessária degradação da vida, condição humana, através da prosperidade material, sendo o ouro o símbolo dessa prosperidade. A princípio ele tentou superar a degradação física, trocando aquelas partes que sinalizam facilmente as condições "apodrecimento por pobreza" ou "conservação por prosperidade", ou seja, trocando os dentes sadios, mas perecíveis, por próteses de ouro que atraíam a atenção de toda a sociedade. Mas como toda obsessão que se preze, a vitória sobre a morte não poderia se resumir à humilhação e fascínio que um sorriso dourado de um bicheiro que venceu a pobreza podia causar nos ricos de berço. Ela tinha que ganhar mais corpo, mais substância e, não podendo transformar sua pele em ouro, Boca sonhava ser enterrado em um caixão de ouro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra resumir, o mito da zona norte carioca, conhecido como o Drácula de Madureira, foi morto por uma grã-fina que desejou o sorriso que era sinônimo de poder: deu 29 facadas no bicheiro e roubou sua dentadura dourada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paradoxalmente, o povo que se dirigia ao velório para ver o mito, tocar a lenda em seu caixão de ouro, se deparava com um cadáver desdentado. E, como diria o próprio Nelson Rodrigues, o povo carioca, que era de uma irreverência de amargar, fez fila pra fazer piadas com o defunto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, torcendo para que a galera não tenha o "luminoso senso comum" do público do Boca, volto à pergunta: o que esse povo quer ver? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2072138491238580975?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2072138491238580975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2072138491238580975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2072138491238580975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2072138491238580975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/07/show-de-velorio-quem-e-doido.html' title='Show de velório? Quem é doido...'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3250380284264088642</id><published>2009-06-29T16:42:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T16:55:45.884-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não me venha com flores arrancadas&lt;br /&gt;Que me lembram os pedidos de desculpas,&lt;br /&gt;memória que nada mostra,&lt;br /&gt;a não ser que o passado já descansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de flores vivas, ligadas à terra&lt;br /&gt;Que se nutrem pelo caule e em troca lhe emprestam beleza,&lt;br /&gt;que geram frutos e ficam abertas para quem chega&lt;br /&gt;Beijas-flor, borboletas, abelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor trocar as lembranças e os pedidos de perdão por flores vivas,&lt;br /&gt;por trilhas e caminhos abertos e cheios de cheiro&lt;br /&gt;Melhor seguir do que recordar, sentir do que pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor plantar mais do que colher,&lt;br /&gt;Caminhar mais do que sentar porque chegou à algum lugar.&lt;br /&gt;Antes viver do que parar só pra lembrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3250380284264088642?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3250380284264088642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3250380284264088642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3250380284264088642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3250380284264088642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/06/nao-me-venha-com-flores-arrancadas-que.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1010813391044188894</id><published>2009-06-27T18:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-27T21:43:01.564-07:00</updated><title type='text'>Viva o imperfeito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem, naquela hora que você saiu e continuou comigo, deu vontade de assistir pela milionésima quinta vez &lt;em&gt;Frida&lt;/em&gt;. Quer dizer, você que também já leu Certeau, me dê a chance de me apropriar do filme: deu vontade de assistir &lt;em&gt;Frida &amp;amp; Diego&lt;/em&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez que eu vejo esse filme me dou conta de como as imperfeições trazem consigo uma ambivalência que empurra para o encantamento. Não quero me referir com isso a uma tendência mecânica mediante a qual, em face de um defeito, uma falha de caráter qualquer, ou uma idiossincrasia irritante, o sujeito se veja diante de uma única solução possível: encantar-se pelo objeto. Aí seria chato. Aí se encantar seria mais uma dentre milhares de variações do tema Tédio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando penso que as imperfeições trazem a ambivalência que encanta quero dizer que elas lançam luz aos traços que desafiam, trazem visibilidade ao fato de que o outro não existe para "você", ele guarda uma reserva de autonomia que pode - e deve, pelo bem do friozinho na barriga - te surpreender. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aquilo de Frida e Diego é muito disso: ela é de uma densidade, ao trazer esculpida na carne a tragicidade de suas experiências; ele é de uma variedade irisada, féerica, multicolorida que foge daquele bege neurastênico da virtude como fim em si mesma. Aí, o possível foi amar o que o outro era e não o que se desejava que fosse - pura e luminosa facticidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez, a milionésima quinta eu acho, tive a impressão de que, em "uma palavra" e em todos os sentidos possíveis: ser Humano é o que encanta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1010813391044188894?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1010813391044188894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1010813391044188894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1010813391044188894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1010813391044188894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/06/viva-o-imperfeito.html' title='Viva o imperfeito'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8595226652467130537</id><published>2009-06-19T07:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T07:48:10.914-07:00</updated><title type='text'>Mau humor dazantigas - Como Sérgio porto escreveria "a jornalista do senado"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Normalmente ando atenta para não tropeçar no fervor dos discursos festejados como "políticamente corretos" ou nos apelos de um feminismo que parece que já virou ancestral, mas hoje me surpreendi - deixando de lado o receio de me juntar ao time dos "quadradões"- com uma certa vergonha do cinismo e falta de gosto disso que chamamos de "nosso tempo". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava lendo a galeria de tipos que Sérgio Porto construiu no final da década de 1960 intitulada "As Cariocas" na qual expõe seis figuras femininas inspiradas nas mulheres que ele costumava observar pelo Rio de Janeiro, quando uma pergunta de Aldir Blanc começou a pulsar entre uma linha e outra: "O que diria, hoje, Sérgio Porto, em contos sonhados por seus leitores fiéis, sobre a Estilista da Daspu ou a Rival da Surfistinha...?".       &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade um certo sentimento de vergonha desse nosso tempo foi o que essa pergunta provocou. Fiquei imaginando - concordando com outra opinião do mesmo Aldir Blanc - como ao mesmo tempo em que Sérgio Porto se inspirou nas suas conterrâneas ele lhes ofereceu um bom material capaz de informar algumas formas de ser "carioca". Tanto os tipos femininos que serviram de inspiração de Sérgio como as construídas por ele constituíam figuras descritas como "tipos" cheios de graça, de calor humano, de vivência popular, enfim constituíam "perfis inesquecíveis de mulher", o que pode ser comprovado em declarações como as de Jorge Amado e Paulo Mendes Campo sobre o livro.       &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nisso que chamamos de "nosso tempo", temos a oportunidade de, passando por bancas de jornal, ver estampada nas capas da playboy a imagem da Jornalista do Senado. Fiquei imaginando os valores que permitem tal contratação e (pior) os valores evocados para estimular a compra de tal artigo de consumo. Pior ainda (se é que isso é possível), seguindo a lógica apontada por Aldir Blanc em relação à influência de "as cariocas" sobre as leitoras, fiquei realmente preocupada com o elogio da canalhice e do cinismo que se esconde, ou melhor não se esconde, na capa da revista.       &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade eu não teria meios para responder como o criador de perfis inesquecíveis como "A Desinibida do Grajaú" ou " A Grã-fina de Copacabana" escreveria "A Jornalista do Senado" - provavelmente nem teria ânimo para tamanha falta de "gosto", haja vistas que qualificava seus tipos de "deliciosos" -, mas o que eu posso me perguntar é se de fato não existem tipos que exalem menos cheiro de podridão para servir de inspiração ou se o que ronda nosso tempo é assumidamente o espectro do elogio da canalhice. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8595226652467130537?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8595226652467130537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8595226652467130537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8595226652467130537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8595226652467130537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/06/mau-humor-dazantigas-como-sergio-porto.html' title='Mau humor dazantigas - Como Sérgio porto escreveria &quot;a jornalista do senado&quot;'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7548429520703186098</id><published>2009-06-17T11:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T12:37:36.243-07:00</updated><title type='text'>Um dia ela te pega de jeito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem anime. Não estou falando de nenhum processo libidinal. Estou falando dessa nossa invenção, considerada por muitos como garantia de impessoalidade, possibilidade de igualdade de condições, de liberdade. Ela mesma: a desagradável Burocracia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem gente que elogia a dita cuja. Tem gente que acredita que em algum lugar ela funciona bem - aqueles que dizem: lá em Nãoseionde os serviços funcionam direito. Lá em Nãoseionde não reina esse personalismo não. Basta ir lá, pegar a senha e esperar sua vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acontece que eu sou filha de malandro. Filha de malandro é pior que malandro, porque malandro tem que ser sinuoso pra se virar e filha de malandro já encontra tudo meio que encaminhado por consaguinidade. Resultado, sempre evitei pegar a senha, atualizar os cadastros e documentos e por aí vai...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim eu cortei alguns caminhos. Repare: tinha minha identidade desde a adolescência, aí quando casei, mesmo mudando de nome, não atualizei o documento. Todo mundo me criticava, porque em seguida veio diploma que terminou ficando com nome de solteira. Mas eis que eu separei e imagine o transtorno se eu tivesse atualizado a identidade? Teria que reatualizar (mais uma vez a identidade) e também o diploma de graduação e mestrado (sendo que este último é de outro estado, então eu ainda ia ter que ir lá também). Fiquei me achando a esperta, rindo da cara da Burocracia, dando conselho para quem comentava que estava precisando pegar alguma senha, entrar em alguma fila.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como não há bem que sempre dure (que coisa mais burocrática esse ditado), essa semana ela me pegou de jeito! Fui comprar um laudo do detran (não basta pagar 65 pila$, tem que pegar senha, fila...) aí descobri que as senhas não estavam disponíveis por que ele, o primo chegado da burocracia, o Sistema estava fora do ar! sujeito avoado esse. Mas voltando, aproveitei que já estava lá aí perguntei se estava tudo certo com meus documentinhos. Não, não estava. Minha identidade tinha 11 aninhos, e tinha que ter até 10. Quer dizer, a despeito de todas as idas e vindas que meu documentinho querido, quase uma relíquia, na qual eu ainda estou uma adolescente bochechuda na foto, enfrentou bravamente, ele não serviu porque está um ano acima da idade máxima permitida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resignada eu fui na recepção pedir pra marcar pra outro dia. A adestrada recepcionista sacou um bloquinho de papéis já impressos e me deu um sem proferir nenhuma palavra. Quando olhei era um telefone e um endereço da internet específicos para marcação de horários. Fiquei exatos tres segundos pensando como a Burocracia está cercada de uma economia de afetos impressionante. Não se precisa mais olhar no olho do coitado que vai lá marcar alguma coisa e nem falar nada, basta dar um nº de telefone que ele se vira lá com a atendente de telemarketing - é rezar para que Nosso Senhor do Gerundismo esteja de bom humor nesse dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui eu toda feliz pra ligar pra o número quando dou de cara com a dura realidade: o número que é anunciado como de marcação funciona na verdade como número de desilusão. Não há marcação! Não há datas disponíveis! Há apenas uma saída: ir pessoalmente às 6 da manhã tentar pegar uma senha de atendimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resultado: estou com o despertador ligado para as 05 e que os demais cheguem depois de mim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7548429520703186098?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7548429520703186098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7548429520703186098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7548429520703186098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7548429520703186098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/06/um-dia-ela-te-pega-de-jeito.html' title='Um dia ela te pega de jeito'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1218944539004917647</id><published>2009-05-29T11:10:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T11:23:11.949-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Eu tô brincando de ser feliz...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Parei com isso de interpretar,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;deu preguiça compreender.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Desisti de contar até dez &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;na tentativa de fazer o ímpeto arrefecer,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Porque a ordem do dia  é deixar acontecer.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1218944539004917647?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1218944539004917647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1218944539004917647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1218944539004917647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1218944539004917647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/05/eu-to-brincando-de-ser-feliz.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3840800587276885591</id><published>2009-05-02T09:36:00.001-07:00</published><updated>2009-06-27T22:00:48.137-07:00</updated><title type='text'>Quantas poesias habitam essa poesia?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;CHAMA E FUMO &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Manuel Bandeira)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor - chama, e, depois, fumaça...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Medita no que vais fazer:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fumo vem, a chama passa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gozo cruel, ventura escassa,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dono do meu e do teu ser,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor - chama, e, depois, fumaça...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tanto ele queima! e, por desgraça,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Queimado o que melhor houver,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fumo vem, a chama passa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Paixão puríssima ou devassa,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Triste ou feliz, pena ou prazer,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor - chama, e, depois, fumaça...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A cada par que a aurora enlaça,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Como é pungente o entardecer!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fumo vem, a chama passa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Antes, todo ele é gosto e graça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor, fogueira linda a arder!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor - chama, e, depois, fumaça...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porquanto, mal se satisfaça&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Como te poderei dizer?...),&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fumo vem, a chama passa...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A chama queima. O fumo embaça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tão triste que é! Mas... tem de ser...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amor?... - chama, e, depois, fumaça:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O fumo vem, a chama passa...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3840800587276885591?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3840800587276885591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3840800587276885591' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3840800587276885591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3840800587276885591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/05/amor-chama-e-depois-fumaca.html' title='Quantas poesias habitam essa poesia?'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2611686499620507633</id><published>2009-03-20T10:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T10:15:32.175-07:00</updated><title type='text'>Reflexão bobinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Passei meses tendo muita necessidade de escrever, escrevi muitas coisas que agora vejo como uma repetição chata do mesmo, uma espécie de "palavrização" da frustração, descontentamento e sentimento de impotência. Não estou reclamando, porque acho existir é ganho constante, mesmo que doa ou que pareça que não afetou nada de verdade, é sempre ganho em maior ou menor escala. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tudo tem um limite, e apesar de normalmente eu querer insinuar que os limites são colocados por nós mesmos, esse limite eu não coloquei - ao menos não de forma direta e consciente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fato é que agora tenho sentido vontade de escrever as coisas novas que tenho sentido, tenho vontade de "palavrizar" as expectativas que inevitavelmente se desenham no meu horizonte. Mas daí se coloca minha velha questão: com que palavras falar do novo? E outra: como parar o fluxo, refletir e arrumar isso de forma inteligível - inclusive para mim? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resultado: mais uma vez as experiências gratificantes não serão arrumadas em forma de texto - pelo menos por enquanto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2611686499620507633?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2611686499620507633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2611686499620507633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2611686499620507633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2611686499620507633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/03/reflexao-bobinha.html' title='Reflexão bobinha'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2644098902615364902</id><published>2009-03-03T09:17:00.001-08:00</published><updated>2009-03-13T11:04:41.058-07:00</updated><title type='text'>Acredito no surreal!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nos bate-papos sobre religião antigamente eu ironizava sacando um "acredito no homem". Aí chegou o ponto em que eu já não estava mais acreditando no homem, não lembro se cheguei a comentar isso por aqui, vou até olhar depois com calma. O fato é que atualmente eu ando me deparando cada vez mais com situações que me fazem recordar a imagem que Breton usou para convencer Frida Kahlo de que suas pinturas eram surreais. Reza a lenda, ou melhor, reza a biografia de Frida Kahlo que, segundo Breton, é surreal quando sai um tigre de um armário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de anos e anos de queixas a respeito da forma como nós vamos criando mecanismos de defesa que nos tornam pessoas cada vez menos espontâneas e, por conseguinte, menos afetivas (pessoas que evitam a todo custo ser afetadas pelas experiências - sobretudo as amorosas), eu já andava acreditando na possibilidade de uma hermenêutica dessas formas sofríveis de amor... estéreis e entediantes. Cada um empenhado na configuração da sua própria máscara, na minha opinião, foi contribuindo para a idéia de que amor é previsível, amor é determinado, em outras palavras: amor é chato. Imagine só, uma dialética amorosa (aliás, acho que nesse caso, pensar uma síntese já me faz sentir náuseas). Mas voltando à impressão sobre a "determinidade" afetiva, acho que ela foi se configurando graças à uma percepção de que as máscaras (essas defesas para fugir do afeto) eram cuidadosamente construídas com ingredientes comuns, com repressão das vontades, com o cultivo da frieza, com a negação do querer, o medo, o desprezo, a vergonha, covardia, indiferença, apatia, mediocridade, culpa e falta de criatividade, enfim a lista é enorme. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo despontar algo que foge dessa "determinidade" toda, tenho visto minha hermenêutica sendo desafiada cotidianamente e, por incrível que pareça, tenho achado uma experiência "rica". Não necessariamente isso vai dar em alguma coisa (já estou novamente falando nos termos deterministas), mas o fato que acho mais rico disso tudo é saber que ainda há criatividade e espontaneidade (palavrinha tão maltratada e estigmatizada nos dias atuais). Se eu posso falar em afeto, não há dúvidas de que essa é uma forma muito mais prazerosa e honesta de ter a sensibilidade tocada. É algo de novo colocado na "ordem" do dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2644098902615364902?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2644098902615364902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2644098902615364902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2644098902615364902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2644098902615364902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/03/acredito-no-surreal.html' title='Acredito no surreal!'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5512169679114272599</id><published>2009-02-17T14:05:00.001-08:00</published><updated>2009-02-17T14:07:27.155-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Pessoas são comestíveis depois de cozinhar em banho maria." Eis uma verdade inapelável diretamente concedida pela voz do Oráculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5512169679114272599?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5512169679114272599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5512169679114272599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5512169679114272599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5512169679114272599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/02/pessoas-sao-comestiveis-depois-de.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5352981764855486742</id><published>2009-01-27T14:13:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T13:34:02.569-08:00</updated><title type='text'>Even flow</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de crença no homem às vezes pode ser complicada, mas pode ser confortável também. Complicado porque diante de algumas situações a gente pode ser ver de mãos atadas, de pés também porque às vezes nem dá para sair correndo - e tem ainda a possibilidade de se ver com duas mãos esquerdas, quando você acha que pode fazer alguma coisa e termina desandando mais ainda tudo o que já não está andando bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas e quando você deixa correr, se deixa levar no fluxo porque não teve escolha, aí vai meio hesitando, mas daí na frente você vê que pode ter boas surpresas? Não vou bancar a pessimista nata e antediluviana! existe essa possibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, contudo, não obstante, "Eu", como boa leonina voluntariosa e mimada que sou, gosto de segurar as rédeas das situações...Fico tempos e tempos nadando contra a corrente pra ver se meu exercício pode me trazer algum benefício adicional, mas na prática tenho visto que essa não é uma boa opção. A gente vive em um mundo cheio de pessoas que estão mais é querendo se esconder das possibilidades de vida, que nem chegam na janela pra ver a banda passar. Tem gente que só não pára de respirar porque ainda não descobriu um meio de fazer isso de forma não definitiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de maresia total (pra não falar no chavão do Tédio) a ordem do dia tem sido deixar fluir. (agora, os responsáveis sobrenaturais pela falta de opção além do fluxo constante precisarão posteriormente me convencer de que o resultado dessa correnteza pode ser minimamente interessante)!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5352981764855486742?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5352981764855486742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5352981764855486742' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5352981764855486742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5352981764855486742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/01/even-flow.html' title='Even flow'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8040003223862621741</id><published>2009-01-19T14:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T15:18:34.193-08:00</updated><title type='text'>Segurança ontológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde que conheci essa expressão eu simpatizei com ela. Conheci numa aula de teoria, não me lembro mais qual, acho que foi sobre algum pós moderno falando sobre a perda dela no contexto globalizado, é, acho que foi isso mesmo, foi uma aula sobre Bauman falando sobre a perda da "segurança ontológica". Me lembrei agora até da imagem kafkaniana aludida pelo autor, do desconcerto causado quando um lagarto de repente salta sobre seu pé... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas minhas brincadeiras de teoria social labo B, segurança ontológica se tornou sinônimo de amizade. Por exemplo, a Mari é segurança ontológica porque mesmo sendo diferentes ao extremo em relação a coisas que vão desde o gosto até o temperamento, nós conseguimos respeitar as diferenças a um ponto que eu consigo contar para ela as coisas - mesmo sabendo de antemão que ela talvez venha a reprovar totalmente. Aí por exemplo, ela ajudava a me situar quando eu vivia longe e nós duas comentávamos &lt;em&gt;sex and the city&lt;/em&gt; via interurbano, ou quando a gente profetizava as coisas que iam acontecer e elas aconteciam do jeito (risível) que a gente havia pensado. Também quando ela me chama para a realidade e me situa mediante as minhas qualidades que eu demorei tanto tempo para construir e no cotidiano corrido e cinzento eu meio que não me dou conta delas. No caso de Lina, ela é segurança ontológica porque nós somos bem parecidas em algumas características que pressupõem a capacidade de fazer planos mirabolantes e o ímpeto de realizá-los. Aí eu me reconheço indo de Palmeiras à Lençóis só para tomar uma cerveja, terminando uma noitada nadando no Porto da Barra às 5 da manhã, ou contando para ela qualquer coisa que eu tenha feito ou pensado porque mesmo que não concorde, ela não vai me julgar. O Oráculo é segurança ontológica porque mesmo à distância ele me dá a idéia clara da situação, de forma que eu opto de forma mais consciente diante das situações. Também porque apesar de ter esse apelido que talvez dê uma idéia mística e transcendental, o oráculo consegue ser politicamente incorreto na hora certa: ou seja, na hora de me mostrar por A+B que determinado falecido merece descansar em paz e que o novo sempre vem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, porque eu estou nessa ladainha falando de segurança ontológica, você pode me perguntar. Aí eu respondo: hoje eu me desconcertei um pouco - lembra do lagarto no pé do Kafka? - porque tive algum contato com uma pessoa que eu não sei bem quem é - aí eu já ia falar do Dostoiewski de &lt;em&gt;Memórias do subsolo&lt;/em&gt;, mas daí não vale a pena - e fiquei pensando que já tive uma espécie de segurança ontológica afetiva e que eu havia perdido. É porque ao longo de quatro anos um afeto que não cumpre os ritos (a maioria deles sem mitos) dos relacionamentos convencionais, mas que você pressupõe que ele está ali e sempre vai estar não é outra coisa que não uma segurança ontológica. Estava pensando que tinha perdido minha segurança ontológica afetiva porque já fazia muito tempo que não tínhamos nenhum contato e além do mais eu havia escrito aquele email desejando feliz 2009...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí depois do desconcerto eis que recebo notícias suas... fez bem, me fez lembrar da discussão teórica do Bauman e da Lado B também. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8040003223862621741?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8040003223862621741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8040003223862621741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8040003223862621741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8040003223862621741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/01/desde-que-conheci-essa-expresso-eu.html' title='Segurança ontológica'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7995535692363288726</id><published>2009-01-09T15:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T15:11:11.305-08:00</updated><title type='text'>Hello Stranger</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Marianne Faithfull)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Hello stranger, hello stranger&lt;br /&gt;Who is that person in the mirror? it's not me&lt;br /&gt;Whatever happened to the one that I used to be?&lt;br /&gt;Is she just another fading memory?&lt;br /&gt;Hello stranger, hello stranger&lt;br /&gt;Every night you're always in my bed&lt;br /&gt;Every day you stay inside my head&lt;br /&gt;Oh, how I wish that I was there instead&lt;br /&gt;Of some sad stranger&lt;br /&gt;Some sad stranger&lt;br /&gt;Hello stranger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7995535692363288726?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7995535692363288726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7995535692363288726' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7995535692363288726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7995535692363288726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/01/hello-stranger.html' title='Hello Stranger'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-818512736834129872</id><published>2009-01-08T09:41:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T10:02:11.343-08:00</updated><title type='text'>Mais ou menos José Cuervo</title><content type='html'>Estou dizendo não para esse eufemismo cotidiano no nosso ímpeto de dizer&lt;br /&gt;estou negando a necessidade de pensar duas vezes antes de mostrar o que quer&lt;br /&gt;estou cansada do medo de ser quem é que impede que sejamos de verdade,&lt;br /&gt;medo esse que vai cada dia esterilizando nossas possibilidades de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque conseguimos rir do ímpeto quando nos enchemos dos fluidos de Dionísio (ou de José Cuervo)?&lt;br /&gt;Será que essa alegria é apenas um resultado químico dos trinta e poucos % de teor alcoólico do rapaz mexicano,ou não seria mais devida ao fato de nos sentirmos aptos para colocar diante do outro as coisas mais bobas e mais capazes de espantar que são as nossas fantasias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não se deveria apelar para as entidades etílicas para dizer &lt;em&gt;sim&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;porque ou você vira alcoolatra ou não consegue comunicar suas vontades.&lt;br /&gt;Definitivamente, esse não é um caminho saudável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-818512736834129872?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/818512736834129872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=818512736834129872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/818512736834129872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/818512736834129872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/01/mais-ou-menos-jos-cuervo.html' title='Mais ou menos José Cuervo'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1455452365585059642</id><published>2009-01-06T07:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T08:03:09.600-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ano novo chega com cheiro de novidade, com cara de possibilidade, de abertura, de potencialidadede vida e experiências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então pra que remexer no que passou e não rendeu? Reviver afetos que não gratificaram só para sentir que deixou tudo exlicado?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na hora que se sente a abertura de horizontes, o melhor é deixar o que está mudo assim permanecer, o que está morto descansar em paz - ou mesmo que não seja em paz, mas que seja longe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1455452365585059642?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1455452365585059642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1455452365585059642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1455452365585059642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1455452365585059642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2009/01/ano-novo-chega-com-cheiro-de-novidade.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3835805455327057661</id><published>2008-12-31T09:47:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T10:48:51.126-08:00</updated><title type='text'>Intersubjetividades de virada de ano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Virada do ano sempre inspira a pensar sobre o que é a vida, o que é viver, o que se quer e o que não se quer...&lt;br /&gt;Até Drummond já deu receita de ano novo - receita um tanto árida e muito séria, mas uma receita, é inegável.&lt;br /&gt;Então eu estou aqui pensando numa listinha de coisas, de pedacinhos que estão/ podem estar nesse caleidoscópio que se não é isso que chamamos de vida, ao menos corresponde a ações, momentos, instantes que a mim fazem pensar que viver é bom, me inspiram a querer viver mais. Então amigas, vamos aos vidrinhos do caleidoscópio:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;deixar o caminho de João e Maria&lt;/li&gt;&lt;li&gt;interurbano para comentar sex and the city&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ter um personal Zeca Baleiro no pelourinho&lt;/li&gt;&lt;li&gt;camarim da Elba&lt;/li&gt;&lt;li&gt;chuva no Porto&lt;/li&gt;&lt;li&gt;José Cuervo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;limão cortado direito rs&lt;/li&gt;&lt;li&gt;mensagens do Póstudo &lt;/li&gt;&lt;li&gt;mentoras intelectuais e/ou espirituais&lt;/li&gt;&lt;li&gt;terapia lado B&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ônibus para Lençóis&lt;/li&gt;&lt;li&gt;noite na borracharia&lt;/li&gt;&lt;li&gt;lençol no Porto da Barra&lt;/li&gt;&lt;li&gt;listinha de exigências&lt;/li&gt;&lt;li&gt;painel da visualização&lt;/li&gt;&lt;li&gt;a californication e a tequila no méxico&lt;/li&gt;&lt;li&gt;bug do milênio no Capão&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tiga - o rapa da caipirinha&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ex-comediantes rs&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Lost in translation&lt;/li&gt;&lt;li&gt;risoto de morango com queijo brie&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3835805455327057661?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3835805455327057661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3835805455327057661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3835805455327057661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3835805455327057661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/virada-do-ano-sempre-inspira-pensar.html' title='Intersubjetividades de virada de ano'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1386095866577561045</id><published>2008-12-23T05:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-31T10:55:36.975-08:00</updated><title type='text'>O conselho da Marta, ou como se sentir bem depois de surtar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes no nosso caminho nos deparamos com situações que poderiam ser facilmente resolvidas, mas por depender da participação de outra pessoa na resolução, o negócio vai se arrastando com uma vertiginosa velocidade de cágado. Quer saber? Isso tira meu humor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu era pequena e voltava da escola com minha irmã mais velha, vez ou outra rolava uma daquelas chantagens de criança. Quando ela me dizia que se eu não fizesse o que ela queria ela ia contar sei lá que peripécia para meus pais eu chegava em casa e já contava logo o que eu tinha feito. A pior tortura para mim sempre foi imaginar o que poderia acontecer em cada situação... Em relação ao que acontece de fato, a gente sempre dá um jeito de lidar de uma forma ou de outra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas é isso, deixando a infância e voltando ao passado recente que já anda mais remoto do que as costeletas de Machado de Assis, quando você quer resolver uma coisa e a outra parte não quer você tem duas opções: ou senta na calçada e chora - sei lá, resolve na sua cabeça, cria a idéia que for mais confortável para que você realmente não deseje mais resolver nada com a pessoa -, ou surta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho que admitir, o ideal segundo a corrente economia dos afetos que parece basear algo imaginado como &lt;em&gt;normalidade&lt;/em&gt; é a primeira opção. Manter uma "indiferença gaia" é bonito, é mais altivo, conserva um quê aristocrático que nós tupiniquins temos uma nostalgia que surgiu quarenta anos antes do nada. Mas o fato é que somos latinoamericanos, gostamos do melodrama, embora isso só seja assumido em mesas de bar, não atendemos ao telefone na hora da novela das oito, enfim, a indiferença gaia cede espaço aos acessos mais ridículos na primeira oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí imagine, se você não fala a mesma língua que o outro "ser", vocês não compartilham valores, sentidos, nem nada... Você vai fazer o que? Surtar! Obrigar a pessoa a te ouvir? Fazer ela concordar com você? Mas como? Se põe a falar como um louco, coloca para fora tudo o que está te incomodando, acredita, ou finge acreditar que a outra pessoa está te entendendo e conserva um milímetro de consciência de que está ali diante de você um outro universo - é esse milímetro de consciência que pode te permitir em um dado momento encerar o surto, dar um tempo, deixar quieto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pior é que essa mesma dosezinha que você conserva, de repente começa a ganhar uma proporção maior e começa a nos reapresentar nossa já conhecida ancestral: a culpa, revestida com uma fantasia um pouco mais irônica, a de ressaca moral. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando sério, já colocou o dedinho na lama mesmo, daí a tendência - com a melhor das intenções, a de remediar- é remexer mais ainda na sujeira. Nessa altura dos acontecimentos nada é contra-indicado, posto que nenhum fim visado a princípio estará mais colocado ali na frente à espera de ser alcançado. Mas para poupar energia para experiências mais gratificantes, há um conselho que pode ser útil, na verdade trata-se de uma máxima da ilustre sexóloga e ex-ministra Marta Suplicy: é negócio relaxar e gozar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1386095866577561045?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1386095866577561045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1386095866577561045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1386095866577561045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1386095866577561045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/o-conselho-da-marta-ou-como-se-sentir.html' title='O conselho da Marta, ou como se sentir bem depois de surtar'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3804212132839664041</id><published>2008-12-17T05:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T15:46:02.855-08:00</updated><title type='text'>As coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já perdi a conta das vezes que ponderei, falei, discuti sobre um tema: "O que as coisas significam?". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer com conhecimento de causa que a situação mais propícia para discutir o assunto é uma que envolva um caso de desencantamento afetivo - parece que isso desperta uma espécie de sentimento comum, as pessoas se sentem hermanadas umas com as outras, parece que vivem o que a outra está passando... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cenário mais indicado para a reflexão em questão é uma mesa de bar... (se for em casa você corre o risco de dormir e acordar com ressaca). O universo da mesa de bar além de ser construído com uma atmosfera dionisíaca, é um ambiente aberto a novas conexões com os outros universos que estejam próximos - as outras mesas, e se der sorte você pode até esquecer quais eram as coisas, quais eram os significados (eles existiam mesmo?) acerca dos quais você refletia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os interlocutores ideais, mas nem por isso impossíveis, são amigos que aceitem ser politicamente incorretos em algum grau e que alimente certo tipo de intersubjetividade com você quanto a uma questão fundamental: o gosto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essa breve introdução é só para situar o ponto de partida. Mais adiante, quando o desenho geral do quadro estiver delineado, as nuances das cores ou dos significados ficarão mais perceptíveis - e quem sabe as coisas se tornem cada vez menos perceptiveis por si sós. Vejamos: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começando pelo encantamento, eis que, de repente, você está diante de alguém que talvez já tenha visto, mas por um motivo qualquer, dessa vez você enxergou algum detalhe que lhe chamou a atenção em especial - a linha entre o pescoço e o ombro, ou quem sabe o timbre da voz, sorriso, o detalhe não importa. O que importa é que você começa a achar que em comparação com as demais pessoas, o alvo tem uma qualidade que parece ter vida própria, a ganhar contornos expressionistas e começa a te invadir, sei lá. Mas se fosse só isso no dia seguinte você já estaria reparando como o dedo mindinho daquela outra pessoa é simpático, ou como a hérnia na barriga daquela outra até que tem seu charme. Ao primeiro impacto começam a se somar muitos outros detalhes, muitas qualidades - e defeitos que dispostos com jeitinho vão se tornando até aceitáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí chega o momento em que você acha que a pessoa está agindo visando um fim específico - você. Pois é, acredite que isso muitas vezes acontece e você nem se dá conta. Você acha que a pessoa está sentada daquele jeito para ficar melhor disposta em relação a onde você está, que aquele comentário que ela fez por fazer sobre coisa nenhuma esconde, ou melhor, não esconde uma verdade inapelável que ela queria te dizer, enfim, as possibilidades de atribuir sentido às ações da pessoa mediante a ficção que você começa a tecer são incontáveis. Convenhamos, você despende um tempo enorme calculando tudo isso, de modo que sobra pouco para você se dar conta de que está saltando aos olhos, está óbvio que a sua imaginação está repleta, povoada, impregnada de uma pessoa imaginada e multiplicada por cem – coisa que aquela que está mesmo diante de você não teria meios de realizar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí, não podia deixar de ser, vocês se conhecem melhor, e não vale a pena ficar falando desse intervalo. É porque enquanto vocês se conhecem melhor tudo faz sentido, vocês ficam o tempo inteiro fazendo aquelas retrospectivas de quando se conheceram, tentando concordar que ambos acharam as mesmas coisas das mesmas situações. É quando de alguma forma se chega a uma tênue mediação entre os significados que cada um está atribuindo a cada elemento desse caldo todo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, dá-se a melódia. Não sei, algo começa a desandar, não importa como, mas o negócio acaba. Via de regra o mais sabido percebe primeiro (será que fez sentido para ele? Ou não precisava?) e o mais desavisado fica juntando pedacinhos, procurando entender o que aconteceu, quem errou, quem viajou etc.. as perguntas são inúmeras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até que você se encaminha para uma mesa de bar com seus amigos (daqueles já mencionados acima) e começa a recapitular toda a trajetória. No começo você tenta costurar os retalhos espalhados nas suas caraminholas. Digamos que nesse esforço estilístico você se lembre de algum detalhe (salvem os detalhes!) meio contra-indicado, algo assim, risível. Acho que numa outra situação você nem ousaria comentar com os amigos pois não ia querer dar o braço a torcer, não ia assinar o recibo de que escolheu um pateta para se relacionar. Mas na mesa de bar, Dionísio não faz cerimônia, dá o empurrãozinho e a narrativa sai fácil fácil. Quando menos você espera: Surpresa! Você está rindo de algo relacionado a aquela pessoa que considerou ser um sujeito com defeitos e qualidades organizados de forma tal que não merecia retoques. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora você está pronto para notar como essa organização foi um quadro pintado por você, e melhor, você começa a se dar conta de que tem talento para retocar pinturas naif e transformá-las em agradáveis paisagens bucólicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aí, de volta à pergunta que não quer calar: a coisa trazia em si seu significado? Ou negar a autoria da atribuição de significado é uma modéstia, uma negação da sua criatividade? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3804212132839664041?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3804212132839664041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3804212132839664041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3804212132839664041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3804212132839664041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/as-coisas.html' title='As coisas'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2471652910496415766</id><published>2008-12-12T04:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T04:04:38.506-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ando sem paciência para quase nada. Dá vontade de tirar tudo da minha frente, limpar meu caminho, jogar fora o desnecessário!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2471652910496415766?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2471652910496415766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2471652910496415766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2471652910496415766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2471652910496415766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/ando-sem-pacincia-para-quase-nada.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1657497761945588206</id><published>2008-12-07T05:34:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T13:29:02.973-08:00</updated><title type='text'>A nostalgia do canalha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Calma. Ao que tudo indica, ainda não tirei o dedinho do pé que tinha encostado nisso que se costuma chamar de bom senso. Ainda não me lancei pelo terreno das totais permissões, nem estou aqui para ficar expondo viagens em paisagens oníricas sobre ninfas e sátiros de tapete. Nada disso. Falo de um canalha específico, falo de Palhares, o canalha. Quem já passeou pelas crônicas de Nelson Rodrigues deve saber de quem se trata. Mas para quem não conhece, vou apresentá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Palhares era o tipo de sujeito que poderia ter toda a sua biografia resumida em um episódio capital: de passagem em um corredor, de repente avista a cunhada. Se a cena acontecesse com um sujeito mais prosaico, haveria no máximo um "oba" recíproco. Mas eis que seu ímpeto se manifesta: tasca um beijo no pescoço da moça. Nasce o Palhares, aquele que não respeita nem as cunhadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Nelson Rodrigues, esse ser que tinha sempre uma aparência de quem lavou o rosto há cinco minutos, consubstanciava o imaginário dostoievskiano implícito na máxima "se deus não existe então tudo é possível" - pressuposto fundamental das atitudes de qualquer Raskolnikov de botequim. E, acredite, uma construção desse calibre constituia uma espécie de parâmetro para mostrar como a experiência humana real é capaz de estarrecer mesmo a um sujeito para o qual tudo é possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, na época em que os padres resolveram pedir o fim do celibato, Nelson Rodrigues publicou uma conversa imaginária que teve com o Palhares. Este, que era dono de um luminoso senso comum, desacreditava o casamento dos ex padres, pois, argumentava, alguém que traísse um matrimônio de dois mil anos, não seria capaz de ser fiel em um casamento de quinze dias. Na sua argumentação, Palhares expunha porque não era padre. Simples: ele não podia ver mulher. Segundo o Nelson, chegou um momento da conversa no qual o Palhares esbraveja, iluminado da própria sinceridade, que seria capaz de trepar num banco e bater no peito exclamando -"Eu sou canalha". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nelson Rodrigues se mostrava surpreso porque, depois do beijo no corredor, o Palhares começou a ser convidado para saraus de grã-finos, missas e batizados. De fato, parece que ele queria apontar como a sociedade de seu tempo valorizava a canalhice e isso parecia um &lt;em&gt;non sense&lt;/em&gt;. No entanto, pensando em como uma figura tecida como "tipo do canalha" era capaz de delinear seus limites (ou falta de limites) com uma objetividade quase cirúrgica, quando nos deparamos com os tipos "virtuosos" de hoje em dia, dá uma espécie de nostalgia do canalha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1657497761945588206?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1657497761945588206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1657497761945588206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1657497761945588206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1657497761945588206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/nostalgia-do-canalha.html' title='A nostalgia do canalha'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-434421298926858568</id><published>2008-12-03T01:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T01:52:52.019-08:00</updated><title type='text'>A flor do sim</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(por M.V. Garcia)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ô Flor do sim&lt;br /&gt;Quando menos esperamos&lt;br /&gt;Taca-nos um não&lt;br /&gt;Vez ou outra um sim meio sem pé&lt;br /&gt;Ou um não tipo senão&lt;br /&gt;E mesmo um sim tipo sim sim não não &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Rodrigueaneia delicadamente, pode?&lt;br /&gt;Tipo suco de limão açucarado...&lt;br /&gt;Sério mesmo, tá mais pra flor oriental&lt;br /&gt;Daquelas de lótus que apontam para todas as direções&lt;br /&gt;Rosa dos Ventos em constante, mas lenta, lentíssima, talentíssima mutação&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Mas, no entanto, porém, contudo&lt;br /&gt;Bahianeia resolutamente, caetanamente, caymimicamente... ou não?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-434421298926858568?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/434421298926858568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=434421298926858568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/434421298926858568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/434421298926858568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/for-do-sim.html' title='A flor do sim'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-6344672163599000979</id><published>2008-12-02T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-02T12:10:15.037-08:00</updated><title type='text'>Caminhar é impreciso (para minha irmãzinha Mari)</title><content type='html'>Concordamos que navegar é preciso!&lt;br /&gt;Concordamos Canadá!&lt;br /&gt;Mas daí eu digo Toronto e ela diz Quebec...&lt;br /&gt;Concordamos Europa!&lt;br /&gt;Mas daí eu quero Lisboa e ela prefere Roma...&lt;br /&gt;Concordamos que se pode navegar pelo Brasil:&lt;br /&gt;Mas eis que eu quero o calor do Maranhão&lt;br /&gt;e ela acha que dá pra se esquentar em Porto Alegre...&lt;br /&gt;É na soma desses desencontros irremediáveis&lt;br /&gt;e dessas diferenças inapeláveis&lt;br /&gt;que eu reconheço uma amizade verdadeira,&lt;br /&gt;baseada na fina flor da alteridade!&lt;br /&gt;E, quem sabe,&lt;br /&gt;depois de navegarmos cada uma por suas bandas,&lt;br /&gt;a gente termine brindando lá pelas bandas do méxico(!)&lt;br /&gt;todos esses caminhos e descaminhos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-6344672163599000979?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/6344672163599000979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=6344672163599000979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6344672163599000979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6344672163599000979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/12/caminhar-impreciso-para-minha-irmzinha.html' title='Caminhar é impreciso (para minha irmãzinha Mari)'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-6486465891798657818</id><published>2008-11-27T13:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T13:33:40.187-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SS8RyNGPryI/AAAAAAAAAFw/a9gBgWB0VlU/s1600-h/johnkx5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273453242881126178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 158px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SS8RyNGPryI/AAAAAAAAAFw/a9gBgWB0VlU/s200/johnkx5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Life's a bath&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(John Frusciante) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Blinded me in the how, baby &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;She wanna be happy?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Well, life's a bath &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sex is water. C'mon...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-6486465891798657818?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/6486465891798657818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=6486465891798657818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6486465891798657818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6486465891798657818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/11/lifes-bath-john-frusciante-blinded-me_27.html' title=''/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2F5xpOpnzX0/SS8RyNGPryI/AAAAAAAAAFw/a9gBgWB0VlU/s72-c/johnkx5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5943132895856732004</id><published>2008-10-29T09:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-29T09:34:34.998-07:00</updated><title type='text'>A Poesia</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Por P.L.)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe direito o que Ela é:&lt;br /&gt;- a poesia&lt;br /&gt;Não se sabe de onde vem,&lt;br /&gt;por que, quando, como...&lt;br /&gt;quem?&lt;br /&gt;Parece arte coletiva&lt;br /&gt;que alguém capta e diz&lt;br /&gt;Quando não se espera,&lt;br /&gt;Quando se desespera,&lt;br /&gt;Nos momentos do gol intenso&lt;br /&gt;E no gol contra também,&lt;br /&gt;Lá está ela&lt;br /&gt;Nos e nus esperando para o abraço&lt;br /&gt;Como agora&lt;br /&gt;E ela tem também o direito&lt;br /&gt;de interromper&lt;br /&gt;a qualquer momento&lt;br /&gt;Daí sua grandeza&lt;br /&gt;a preciosidade disso que&lt;br /&gt;não se explica&lt;br /&gt;como nenhum dos&lt;br /&gt;15 mistérios:&lt;br /&gt;- A poesia&lt;br /&gt;O que será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5943132895856732004?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5943132895856732004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5943132895856732004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5943132895856732004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5943132895856732004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/10/poesia-por-pl.html' title='A Poesia'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-980740457327348586</id><published>2008-10-28T05:37:00.001-07:00</published><updated>2008-10-28T05:37:57.592-07:00</updated><title type='text'>Prosaísmo Póstudo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vinícius de Morais misturava poesia com cachaça e terminava discutindo futebol. Porque eu não posso misturar teoria social com dor de cotovelo e acabar tomando tequila no póstudo? Posso sim, e por falar nisso, já disse que não acredito na poesia? Não sei, esse troço que as pessoas evocam sob motivações que vão desde a vontade de falar coisa nenhuma e dizer que a falta de entendimento é responsabilidade de quem lê, a tentativa de exibir uma erudiçãozinha que custou pouca leitura ou a vontade de parecer capaz de ser sublime para alguém me soa em muitas ocasiões como uma coisa desnecessária, descartável sabe? Aquele tipo de coisa que a gente pode passar tranquilamente sem. Para não dizer que sou radical, acredito piamente em uma poesia do Augusto de Campos quando sento numa mesa do Póstudo com minhas amigas e daí construímos as figuras que nossa imaginação permite a respeito daquilo que tem nos incomodado, de forma que o resultado normalmente é o riso, uma espécie de resultado da satisfação que nos dá a percepção de que as coisas não têm uma importância própria, nós é que temos esse poder criador de lhes conferir algum significado.&lt;br /&gt;Fora desse universo da mesa de bar, eu acredito no prosaico. Essa palavra que é usada por muita gente como se fosse um adjetivo não muito elogioso, na medida em que remete à experiência tida como “comum” em um mundo onde as pessoas parecem querer rotinizar a exceção, me inspira uma espécie de horizonte equilibrado em direção ao qual eu acredito que o caminho pode ser seguro. Vou tentar ser mais clara na comparação entre o poético e o prosaico. Enquanto o poeta esboça a voz dele, criando uma espécie de universo protegido nas suas fronteiras por aquela maravilhosa invenção dos intelectuais chamada “licença poética”, o prosador opera com vozes determinadas pela escolha que ele faz de quem estará falando, e dessa forma, ele diz aquilo que imagina como sendo próprio da linguagem de outrem.&lt;br /&gt;Olha, na teoria eu tenho que admitir, todas as duas formas de discursos têm valor, mas como eu tinha anunciado no começo a utilização de uma licença que não é poética, mas é dionisíaca, eu acho que em termo de afeto, prefiro o prosaico. Aí seguindo as trilhas de Vinícius, eu misturo teoria com afeto, e digo: é mais difícil fazer prosa, compreender o outro ao ponto de falar a sua “língua”, construir um discurso junto, enfim, construir e alimentar uma intersubjetividade. Nesse contexto, a poesia pode até ser interessante, mas como um vaporzinho etílico de alguém em um momento passageiro, algo bonito ali na sua efemeridade, mas para ver de fora, porque ser o outro nesse caso pode magoar mais do que gratificar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-980740457327348586?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/980740457327348586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=980740457327348586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/980740457327348586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/980740457327348586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/10/prosasmo-pstudo_28.html' title='Prosaísmo Póstudo'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-4884425131458907972</id><published>2008-10-22T12:05:00.000-07:00</published><updated>2008-10-22T12:10:51.523-07:00</updated><title type='text'>Caleidoscópio teórico-afetivo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É, todo o mundo tem um ponto fraco. O meu é a ambivalência. A ambivalência na teoria social mesmo, é linda. Diferentemente de como se vê naquela religião teórica, a dialética, que já coloca no primeiro passo de um bebê que aprende errante a andar o germe do que depois será o idoso andando de bengala, ao falar da ambivalência dos processos, um teórico qualquer está convidando o leitor para um jogo, o envolve em um desafio de persecução do sentido e de recuos diante do achado que lembra em muito a velha conhecida da libido, a dilação.&lt;br /&gt;No campo do afeto, o que é que se pode dizer de um sentimento que parece ter raízes antediluvianas (ou seriam antehegelianas...), algo como o que se menciona como se fosse ir à padaria comprar pão, como o amor à primeira vista. Isso implica que no primeiro olhar a pessoa já visualizou, ou ao menos acredita ter visualizado, todo o desenho de seu afeto. A pergunta que não quer calar é se essa pessoa visualizou também o possível tédio ou a provável inimizade que figurará como síntese da tese e da antítese relacional.&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, estou aqui imaginando como é no mínimo mais sedutora a perspectiva da ambivalência, mais desafiadora, mais instigante e, é preciso alertar, não necessariamente mais proveitosa.&lt;br /&gt;PS: Lembrar de depois pensar o que se ganha em ficar brincando dessa forma com os assuntos da sensibilidade...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS. 2 : Parar com a idéia de que só vale a pena pensar em alguma coisa que traga algum "ganho"...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-4884425131458907972?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/4884425131458907972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=4884425131458907972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/4884425131458907972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/4884425131458907972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/10/caleidoscpio-terico-afetivo.html' title='Caleidoscópio teórico-afetivo.'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8989599977673036309</id><published>2008-10-12T07:52:00.001-07:00</published><updated>2008-10-12T07:52:29.608-07:00</updated><title type='text'>Jogo de espelhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ficaram algum tempo sem se ver. Tempo suficiente para apaziguar certas mágoas que tinham deixado Lili com a vontade de não encontrar mais Carlos, pois as suas ironias e sarcasmos, tão divertidos no começo quando se dirigiam aos outros, se tornaram cruéis ao se voltarem contra ela. Nesse tempo Lili seguiu vivendo bem, vivendo novas experiências, trocando com outras pessoas, enfim, se permitindo respirar outros ares, de forma que a imagem de Carlos permaneceu guardada nos abrigos mais ocultos da memória de Lili, a não ser quando se deparava com algum intelectual displicente em um dos sebos da cidade ou quando o vento tocava alguém e lhe trazia um perfume igual ao dele.&lt;br /&gt;            O problema é que o distanciamento de Carlos significou um afastamento de muitas outras coisas, de seu lugar, seus amigos e quando a saudade apertou ela não pensou duas vezes, voltou à cidade. Pisou na areia molhada, banho de água corrente, ladeiras e mais ladeiras do Pelourinho ao Carmo, e nesse se perder pela cidade, de repente se percebe lá, em meio às gravuras de Frida Kahlo e Iemanjá daquela tentativa de restaurante mexicano da orla, sentada exatamente na mesa em frente à que ele estava, camisa leve e branca, fumaça, malboro light,  taça de vinho e conversas com os amigos.&lt;br /&gt;            Sempre pagando para ver até onde a levaria o humor dos astros, ela não se furtou de retribuir aos olhares e sorrisos que pareciam querer dizer : “Mas menina, você está bem!” Uma espécie de constatação de que ela ficava bem melhor longe dele. Se furtou menos ainda quando leu a mensagem no celular chamando: “vamos fugir daqui?”. Se limitou a deixar aquele humor lhe invadir e lhe levar até a beira do mar, onde só os barcos abandonados e constelações distraídas testemunharam a surpresa de como estavam se reconhecendo, se redescobrindo.&lt;br /&gt;            Em meio às narrativas das experiências dos tempos de distância, a admiração pela autonomia de cada um existir independendo do outro os fez notar que “estar” era mais uma opção do que uma obrigação ou necessidade, e a cada momento se convertia mais em vontade.  E assim se deixaram estar ali imóveis por um longo tempo, ouvindo o silêncio da respiração do outro, comentando fragmentos disso que se chama vida com o cuidado de situar convenientemente os outros em um lugar distante do universo particular deles nesse momento, ou como meros alvos das antigas e já familiares ironias, muito bem vindas nas dadas circunstâncias.   &lt;br /&gt;            Plano nenhum cabia naquele momento, até porque já se conheciam o bastante para saber que não levariam adiante mesmo, então a ordem era fruir do melhor que conseguiram construir com tudo isso: uma intersubjetividade capaz de fazer com que um estivesse sempre em alguma medida no outro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8989599977673036309?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8989599977673036309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8989599977673036309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8989599977673036309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8989599977673036309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/10/jogo-de-espelhos.html' title='Jogo de espelhos'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7733445435039918038</id><published>2008-09-25T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T10:25:28.744-07:00</updated><title type='text'>Má disposição (à la manière de Álvaro de Campos)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como toda alma atribulada, Lili busca agora uma paz que não consegue encontrar... É óbvio que como mulher inteligente que é, de vez em quando lembra que isso passa, que logo logo outras situações estarão postas, outras pessoas estarão em suas outras relações que serão travadas – e é claro que certas auroras, tinas e amigas serão mantidas porque senão Lili não seria mais tão Lili – um lástima, convenhamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É mesmo uma questão de sentir que não está vivendo uma experiência onírica. É ter diante de si uma Tabacaria que lhe mostre que a metafísica é de fato uma questão de estar mal disposto. Assim, Lili vai levando, mas vai levando simultaneamente ao negar sua atualidade de tal forma que começa a se dar conta de que isto está ficando perigoso. Perigoso, porque diante da sua habitual ânsia – e agora dor – de sentir tudo Lili meio que se acomoda diante de tudo, meio que se detém a mais do que isto, sem se dar conta da infinidade de possibilidades, do verdadeiro caos de coisas, pretensões, pessoas, sensações, cores, cheiros que pode fruir agora, exatamente nesse mínimo espaço de tempo em que, momentaneamente, ela se dá conta de si e de que não vai fazer absolutamente nada para fruir aquilo que não deu conta de perceber...&lt;br /&gt;E daí haja metafísicas... De fato, ela não deve estar sentada de modo confortável, porque na sua nêura de sentir depois – é porque especula que amanhã será melhor que hoje - ela inveja a qualquer um que não é ela simplesmente por não ser ela, simplesmente por não estar “sentindo sem sentir” aquela desoladora ausência de sentimentos diante de uma infinidade de potencialidades de sensações que necessitam de nada mais que um gesto criador como um olhar ou um toque... e porque não um sim? Ou não – é porque as reações desencadeadas por um não às vezes são aquelas mais sentidas.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;De fato era isso que Lili estava não-sentindo. Desculpe-me por pretender limitar com o vazio acima a infinidade de possibilidades que há e que Lili não sente porque, inconformada, quer sentir algo melhor do que o agora – sem sentir que hoje tudo se apresenta. Além disso, escuso-me por expor uma sensação minha -pobre mortal- mas porque senti demais, consegui conter. É porque eu sinto, e fica complicado para um simples que pensa dar conta de exprimir tudo o que não pode abarcar com suas sensações de cada vez. Desculpe, sei que não sou eu que interesso aqui, voltemos a Lili. Aliás não voltemos à ela agora, a deixemos à vontade enquanto ela se deixa estar mal disposta, enquanto ela não decide se sentar de modo confortável de modo que possa sentir algo como comer um chocolate por exemplo, e parar de especulações. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7733445435039918038?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7733445435039918038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7733445435039918038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7733445435039918038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7733445435039918038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/09/m-disposio-la-manire-de-lvaro-de-campos.html' title='Má disposição (à la manière de Álvaro de Campos)'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-7256711265346246303</id><published>2008-09-12T10:11:00.000-07:00</published><updated>2008-10-27T10:53:58.637-07:00</updated><title type='text'>Licença para querer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Até que ponto uma pessoa tem poder sobre seus sentimentos? Não, essa não é a questão. Até porque nesse ponto cada um pode um tanto tão específico que nem vale a pena pensar no assunto. A questão é: o que determina o controle dos sentimentos? Ou ainda: quem determina a economia dos afetos? Claro, vou ter que concordar com que já leu ao menos as orelhas de Freud, sopram os ventos da mais remota herança arcaica, falam Eros e Tânatos, as pulsões e a repressão, a culpa, enfim, nossas caras heranças ancestrais. Concordo também com o que me diriam aqueles que sabem que &lt;em&gt;Les fleurs du mal&lt;/em&gt; não diz respeito a um perfume francês, a educação sentimental é como uma máscara que colocamos não se sabe quando, e que não retiramos sem correr o risco de desconhecermos a nós mesmos. Concordo ainda, embora não sem ressalvas, que a urgência, o imperativo de existir orienta e estabelece tempo e espaço do afeto para o quando e onde do supérfluo. Deve existir um sem número de hipóteses que eu admitiria, mas também não é esse o propósito.&lt;br /&gt;O que interessa é o outro. O outro pesa na configuração do querer. Está certo, isso é o óbvio. Mas pensar o óbvio nunca é demais, porque tem sempre a subversão da condição da obviedade: há muito de novo, ou pelo menos ainda não percebido em cada obviedade ululante. Mas voltando ao outro, ele é, ele tem existência real (na maioria dos casos) e isso já é uma grande contribuição. Mas não contente de já contar com a contribuição do outro enquanto “ser para”, o self ainda lhe solicita mais, ainda deseja encontrar no outro os limites para o seu querer. Eu não sei, ando pensando que cada vez mais se cava fundo no poço do “auto-centrismo” não por uma vontade deliberada, mas por medo, por esperar que o outro lhe determine o quanto e como quer ser desejado.&lt;br /&gt;Há nessa postura um equívoco. Não quero dizer que as pessoas devem sair por aí barbarizando, querendo porque querem e pronto, impondo seu desejo à maneira dos imperativos trágicos, varrendo o outro como objeto sujeito ao destino do seu querer. Acho que isso rola, mas o tempo dessa voga já passou. Falo mais de que é importante quando se quer o outro, aceitar esse querer. Não deixar a tirania da suposição do outro castrar a iniciativa, restringir o contato com o outro de fato. Em resumo, é só afirmando o querer que é possível conhecer as disposições do desejado, é só se apaziguando com seu próprio desejo que se pode tocar o outro sem o agredir.&lt;br /&gt;Não sei se as linhas organizaram ou acrescentaram alguns requintes art nouveau nas caraminholas habituais. Mas mesmo assim, para resumir: se querer é bonito, faz bem a quem quer e não agride quem é “querido”, então pedir licença para desejar não faz o menor sentido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-7256711265346246303?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/7256711265346246303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=7256711265346246303' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7256711265346246303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/7256711265346246303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/09/licena-para-querer.html' title='Licença para querer'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-6817339932707089354</id><published>2008-08-21T09:33:00.000-07:00</published><updated>2008-08-21T12:00:17.491-07:00</updated><title type='text'>Só para as mulheres... ou “Não quero ser mais um idiota na sua vida, todavia, contudo não obstante...”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava fazendo o inventário das coisas mais esdrúxulas que já ouvi num contexto de tédio afetivo, desistência ou conflito relacional mesmo. Se fizesse a lista seria imensa, mas mesmo sem ela, o esforço me rendeu algumas risadas daquelas que vêm à boca quando se pensa que é preciso um longo período de cultivo para se conseguir ser tão perfeitamente tosco.&lt;br /&gt;A primeira pérola que veio à mente, e já foi ouvida pela maior parte das pessoas que eu conheço, foi a clássica “Você é ótima, não é nada com você. Eu é que estou passando por um momento assim... desinteressado”. Bom, eu não sei, um dia acabo por acreditar que estados de espírito são contagiosos, pairam pela atmosfera e infectam as pessoas quando aspirados, porque nunca vi tanta gente em momentos “desinteressados” – isso para não contar com a pobreza da construção gramatical... “Estado desinteressado” soa mal... Mas pensar que poderiam elaborar melhor a desculpa seria exigir demais de seres em tão profundo desinteresse. Ademais esses detalhes são outro assunto.&lt;br /&gt;Voltando ao inventário, acho difícil superar aquela: “Você é a pessoa certa no momento errado”. Complicado. É de uma superficialidade tão preguiçosa que não permite pensar que diante de algo que se poderia entender como “pessoa certa” não tem negócio de momento errado não! A pessoa muda tudo, chuta o balde, carrega água no cesto, resolve o que tiver para resolver, mas não deixa passar o que se apresentou ali diante dela, até porque momento errado não existe... Existe o momento em que as coisas acontecem. Saber lidar com isso é que é outro departamento.&lt;br /&gt;Bom, tem ainda aquelas que mencionam diferenças de idade, aquelas em que você é boa demais para o cara, a que você é muito auto-centrada, você não tem tempo para nada, a que ele é só mais uma pessoa na sua vida então não precisa você mudar em nada sua rotina por ele, enfim, a lista é enorme...&lt;br /&gt;Mas uma eu não posso deixar de mencionar porque ela é heurística. É a inigualável “Eu não quero ser mais um idiota na sua vida”. Assim de cara ela parece frase de folhetim barato, e realmente, para ser capaz de proferir essa junção de termos que, dispostos dessa maneira, produzem um efeito quase risível mesmo diante de situações envolvidas por uma atmosfera triste de relação abalada, precisa ter um certo traquejo, à maneira de “carlos alejandro” – não sei se esse nome é bem de galã mexicano, mas a intenção foi essa.&lt;br /&gt;Falando sério, ou pelo menos começando a dar cores um pouco menos ridículas à frase, vamos começar a pensar o quanto ela pode nos ensinar. Uma pessoa que afirma não querer ser “mais um idiota na sua vida” é alguém que demonstra discursivamente algum interesse em fazer a diferença. Parece que a pessoa está te vendo ali, descontente com o que teve até o momento e acredita que não pode ser confundido com o que passou. Revela uma vontade de distinção nas suas estimas, talvez por uma falta de noção do seu próprio valor como pessoa, talvez excesso de auto-confiança como amante, o fato é que o discurso revela uma vontade de ser diferente. Mas, e quando esse discurso vem acompanhado de uma postura de menino, de idiota narcísico desvirtuado? Aquela tipo: “eu não sei o que fazer diante dessa situação, não quero essa situação, não quero você, mas continua gostando de mim para eu me sentir bem?”&lt;br /&gt;Aí a vontade é sentar na calçada e chorar – de rir! Ou então perguntar, “mas vem cá, o que é que você quer mesmo?” Mas a polidez normalmente não permite esses acessos, então resta a opção de ponderar a respeito: Não adianta ficar procurando uma lógica no raciocínio, uma matemática no comportamento, sequer uma relação entre vontade e ação... Parafraseando Nelson Rodrigues, esse tipo de cara está mais perdido do que Robson Crusoé sem radinho de pilha – trazendo para nossos dias, tá mais pra náufrago sem o “Wilson”. E aí fica a opção: ser ou não ser “longânima”? Conceder ao cara a graça de não considerá-lo como mais um idiota em sua vida ou só dar (essa graça) pra quem merece, pra quem não é um “idiota” &lt;em&gt;latu sensu&lt;/em&gt;? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-6817339932707089354?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/6817339932707089354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=6817339932707089354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6817339932707089354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6817339932707089354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/08/s-para-as-mulheres-ou-no-quero-ser-mais.html' title='Só para as mulheres... ou “Não quero ser mais um idiota na sua vida, todavia, contudo não obstante...”'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5044631861055409058</id><published>2008-08-06T10:28:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T15:50:28.286-07:00</updated><title type='text'>Metade branca e metade escura, por favor...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na adolescência acreditava que a qualquer momento alguém especial cruzaria o seu caminho. Enquanto suas amigas ganhavam o dia ao perceber os olhares interessados dos garotões no intervalo, ela gastava suas horas imaginando o dia em que conheceria aquele cara viciado em tatuagens com uma no pulso e outra no antebraço, ou aquele que parecia um cientista maluco tocando guitarra. Aquilo que parecia uma bobagem de adolescente que no fundo no fundo queria esconder quem realmente lhe despertava o interesse foi se amalgamando na personalidade de uma forma tal, que não reparava em quase nada que se apresentava ao redor que não soasse no mínimo muito estranho para suas amigas.&lt;br /&gt;Na verdade não gostava de cerveja. Achava chulo, achava típico dos homens sem um mínimo de requinte, daqueles que sentam na mesa de bar com os amigos depois de sair do estádio e se contentam em falar sobre os gols, a falta de gols e os erros do técnico. Ou em outra ocasiões, imaginava ela, juntam com os amigos e se põem a comentar sobre aquelas mulheres da mesa próxima, mais distantes impossível de sua realidade, do seu ciclo de convivência. Nada de literatura, nada de cinema, nenhum comentário sobre emoções e sofrimentos, nenhuma manifestação de peculiaridades ou manias, enfim, nada que de fato lhe tirasse de si mesma e lhe estimulasse a penetrar o mundo desse outro.&lt;br /&gt;Apesar disso tudo, nunca censurou mulheres bebendo cerveja. Achava até ousado, interessante, quebrava com aquela expectativa de que as mulheres bebiam no máximo um licorzinho cítrico, em casa mesmo, já que não ficariam horas a fio sentadas à mesa de um bar na companhia das amigas expondo as conversas, risadas e vapores etílicos a quem se prestasse a assistir. Justamente por considerar chulo e ao mesmo tempo ousado, não conseguia imaginar sem no mínimo torcer o nariz a presença de homens bebendo cerveja juntamente com ela e suas amigas... Preconceituosa ao extremo, imaginava que especificamente nesse universo que é a mesa de um boteco, os assuntos de homens e mulheres se tornarvam inconciliáveis.&lt;br /&gt;Besteira, ela viu depois, tudo besteira! Quando ela sentou à mesa e o viu com uma garrafa de cerveja escura e uma de branca logo percebeu que inclusive no trivial pode se revelar um quê de cientista maluco e propor misturas loucas - e aí ela imaginou que o limite não seria a mesa de bar... A ambigüidade foi o ponto forte e o pulo do gato em direção ao desejo dela. Depois de experimentar a alquimia proposta por ele - e se ver cada vez mais impulsionada a desvendar todo aquele profundo que se apresentou a princípio sob a leve capa do trivial - ela estava magnetizada. Horas e horas sem lembrar que haviam outras pessoas à mesa não foram suficientes, e eis que o garçom consternado avisa: o bar está fechando. Através dos olhares concordaram, e saíram pelas ruas com uma garrafa de vinho – sugestão dela, eu acho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5044631861055409058?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5044631861055409058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5044631861055409058' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5044631861055409058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5044631861055409058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/08/metade-branca-e-metade-escura-por-favor.html' title='Metade branca e metade escura, por favor...'/><author><name>Lidia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2063478692720646876</id><published>2008-08-01T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T16:44:14.566-07:00</updated><title type='text'>Preciso tomar cuidado com as leituras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Durante boa parte de minha vida eu alimentei a idéia de que, por algum motivo inexplicável, as minhas leituras estão conectadas de maneira direta demais com minhas experiências, digamos assim "do dia". Está certo, estou escrevendo um óbvio ululante, você deve estar pensando. Só que a coisa não é tão simples. Vou tentar deixar mais claro o que quero dizer: Talvez por uma espécie de conjunção astral de leão com ascendente em sagitário que resultou em um caráter que poderia ser qualificado facilmente de egocêntrico, talvez por uma criação de filha mais nova com distância de sete anos de minha irmã que resultou em uma personalidade que poderia ser qualificada (sem ressentimentos) como digna de uma pessoa mimada - imagine, uma quase balzaquiana, mas ainda com todos os ataques de pessoa mimada -, talvez só Freud explique... Mas o fato é que, volta e meia eu que sou até uma pessoa secularizada e tal, me sinto como que percorrendo certas trilhas sugeridas pelas linhas que eu ande lendo.&lt;br /&gt;Para citar um exemplo: quando li "Ensaio sobre a cegueira", dali a pouco eu estava me sentindo como a única que enxergava certos elementos na minha trama cotidiana e daí deu um desespero de agir como a mulher do médico... resultado: chutei o balde. Mas aí é outra conversa.&lt;br /&gt;Vamos ao que interessa: Porque esse assunto é a bola da vez? Você pode me perguntar. Eu respondo: Porque eu estava lendo os manifestos do surrealismo, eu estava super empolgada com as proposições do Breton de se restabelecer o arbitrário na criação, de se expor o visível e o invisível de nossas caraminholas mais despercebidas. Depois disso qualquer coisa para mim estava cheia de significados, de possibilidades de se tornar personagens de um imaginável falso romance, que talvez fizesse até algum sucesso com uma falsa crítica. Mas nem tudo são flores. Aí é que vem a rebordosa. Eu, Lili de Tal, auto-imaginada não sem certo equívoco como centro do universo e como provável alvo de alguma conspiração que ainda não foi descoberta por ser elaborada demais, descobri que o arbitrário se fez persona mesmo. O problema não foi esse. O problema reside no fato de que o arbitrário não teve nada da graciosidade de se fazer surpresa e jogar na cara como nós não somos capazes de reparar em alguns detalhes super simples, quase evidentes. Ele teve mais foi de trama de novela mal escrita (ou filme trash, meio Zé do Caixão) com mil e um fios desamarrados, deixados à vista de maneira tão óbvia, mas tão óbvia que dá até preguiça de puxar o fio pra ver se ele faz cair algo de podre que esteja parcamente equilibrado sobre a trama mal acabada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2063478692720646876?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2063478692720646876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2063478692720646876' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2063478692720646876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2063478692720646876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/08/recomendo-cuidado-com-as-leituras.html' title='Preciso tomar cuidado com as leituras'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-2515117200639228736</id><published>2008-06-25T15:07:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T15:08:16.729-07:00</updated><title type='text'>Entre linhas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;      Houve um tempo em que ela chegou a acreditar que podia encontrar a felicidade no amor. Assim mesmo, como se houvesse lá, prontinha, escondida, guardada, esperando que a pessoa para a qual foi criada a encontrasse, uma sensação que reconheceria de imediato  como felicidade, um tesouro de contentamentos, uma fonte de prazeres que nem ela mesmo sabia precisar quais... O fato é que nessa crença ela simplesmente se sentia infeliz na sua existência, descuidando daqueles amores que não lhe impactavam da maneira que alimentava nos devaneios. Enquanto o amor não chegava ela vestia aquela roupa de mulher de negócios, centrada em investir cada vez mais em sua liberdade, ao ponto que as pessoas mais próximas viviam a acusando de ser fria, insensível, um ser com uma aridez de três desertos, muito diverso daquele ideal de mulher/ser que espera alimentado pela unanimidade.&lt;br /&gt;      No fundo, no fundo não era bem assim. Caso se reparasse direito, seria possível perceber que era justamente o excesso de busca que não a deixava curtir o que experimentava em seu cotidiano. Foi imersa nessa contradição entre procura e displicência que ela não viu motivos para rejeitar a carona que ele lhe ofereceu – afinal de contas chovia bastante e eles também já estavam conversando há algum tempo e a companhia dele não lhe pareceu ameaçadora. A princípio a carona era até o ponto de ônibus, mas ele disse que ia ao cinema, e como pareceu que ele já estava indo mesmo sem ela, topou ir junto. O filme parecia escolhido “a dedo”, e ela bem que pensou isso, mas tratou logo de se convencer que era uma daquelas coincidências absurdas ele a convidar para ficar quase duas horas admirando a história confusa de um cinquentão em crise de meia idade e uma recente pós-adolescente em crise existencial do outro lado do mundo, entre o pitoresco e o grandioso que Tóquio tem a oferecer. Depois de duas horas vendo os encontros e desencontros do casal, os olhos puxados e os “erres” substituídos por “eles” dos japoneses à maneira de Hollywood ela concordou que a vontade súbita de comer sushi era o óbvio.&lt;br /&gt;      Mesmo não sendo o óbvio desistir de comer sushi e encarar uma massa italiana ela ainda continuou sem notar nele uma tentativa ostensiva e continuou se deixando levar por aquela espécie de magnetismo que estava mais para uma distração daquelas que impedem de notar um palmo à frente. À mesa, mil assuntos, desde as separações recentes – ambos falando bem dos seus respectivos ex para se sentirem pessoas mais equilibradas -, muitas taças de vinho, tentativas de parecer íntimos para os outros pedindo ao garçom uma xícara de chocolate quente para a “chocólatra”, chegando até a aquelas conversinhas meio abstratas sobre harpas, sonoridades tudo que não tivesse nada a ver com o que realmente queriam expressar mas não tinham coragem, insinuando uma sede urgente de solidão, um cansaço do mesmo de sempre, mas declarando como se os sentidos escapassem entre as letras que o outro era a única exceção permitida nesse desejado retiro afetivo. Pode-se dizer mesmo que pairou um acordo tácito sobre esse assunto, mas ninguém chegou a ir além. Já era tarde e cada um seguiu para sua casa, tranquilamente sem sofrer nenhum impacto propriamente dito, ou nenhum que pudesse ser percebido ao menos.&lt;br /&gt;      Já em casa, tirando as coisas de dentro daquela bolsa enorme que costumava carregar, foi sentindo desabar toda a certeza pavimentada ao longo das últimas dez horas que passou junto a ele. Pois é, enquanto pegava as garrafas de água mineral que trouxe desde o cinema para jogar em algum lixo – e pra falar a verdade nem se lembrou de procurar alguma lixeira – ela se deu conta que esteve por um tempo razoável diante de uma oportunidade de amor que a vida lhe trouxe, e nem ao menos deixou que essa oportunidade cumprisse o sentido que trazia em si ao ser reconhecida como tal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-2515117200639228736?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/2515117200639228736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=2515117200639228736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2515117200639228736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/2515117200639228736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/06/entre-linhas.html' title='Entre linhas'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-388390910937897197</id><published>2008-04-28T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T12:56:33.544-07:00</updated><title type='text'>Não seria um equívoco sartriano?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, não é uma discussão filosófica. Não precisa nem pensar em arrumar uma garrafa de vinho e nem afastar almofadas pelo chão para sentar. Não faz mesmo meu gênero. O fato é que de vez em quando o mau-humor bate e aí a frase que vem na minha mente há no mínimo quatro anos nesse tipo de disposição é sempre a mesma. Aquela que todo o mundo que já leu alguma orelha de Sartre, resenha de jornal de cinco linhas ou sentou perto de alguém com crise existencial pelas mesas do Póstudo já deve ter tido notícia: "O inferno é o outro"&lt;br /&gt;É claro que uma pessoa de mau-humor só pode mesmo estar falando do próprio umbigo. Logo o "outro" só pode ser aquele calcanhar de Aquiles, encosto, sei lá que tipo de apelido o mais mesquinho possível que se possa achar. Então é isso, nada de princípios elevados ou discussões que envolvam aceitação de outras culturas: o negócio aqui não passa de uma egotrip mesmo. O que incomoda é aquele "outro" que está ali, juntinho, pisou no teu calo ontem ou ainda há pouco. Aí sim, normalmente a atitude de autocomiseração - que culmina em sentar na calçada e chorar, mas passa por etapas lamentáveis como encher as orelhas dos desavisados que pecam em cumprimentar com um cordial "tudo bem?" de lamúrias chatíssimas - é o que se manifesta. Parece simpático se fazer de vítima e transferir para algo exterior à própria consciência a responsabilidade pela parte de dor que a experiência trouxe consigo.&lt;br /&gt;Já aconteceu de sentir aquela vontade mesmo de sentar na calçada e chorar, já me vi inerte, a vontade do outro era imperativa sobre a minha e mediando a dor e o prazer, posso dizer que ainda assim ganhei muito. O inferno era o outro irredutível às minhas volições, imperativo nas suas. Era um misto de expectativa, desejo, milhares de estratégias para sinuosamente despertar as suas investidas, avanços e recuos e um pouco mais de expectativas, situações limite nos clímax e anticlímax.&lt;br /&gt;Mas agora, diante de um “outro” que nem consegue se afirmar - aliás, falar aí em outro é uma atribuição completamente arbitrária e inclusive generosa - parece mais um holograma ali na sua frente? Dor? Sofrimento? Sei lá, acabou foi com meu humor. Ter que admitir de repente assim que o inferno é o eu é bem chato, é sem graça, se desperdiça o potencial humano. Dá vontade até de bocejar! É isso, à parte a indiferença que as holografias conseguiriam despertar se isso não fosse uma contradição em termos, pactuo com Sartre. E digo mais: o outro é o inferno e o céu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-388390910937897197?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/388390910937897197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=388390910937897197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/388390910937897197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/388390910937897197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/04/seria-um-equvoco-sartriano.html' title='Não seria um equívoco sartriano?'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-5513306797599251450</id><published>2008-02-06T22:42:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T17:43:46.100-08:00</updated><title type='text'>Nem de longe a mulher do médico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Toda criança tem aquela mania de dizer que é alguma das personagens de cada desenho animado, livro ou gibi. Eu não era diferente, poderia ficar horas enumerando por quantas Jean greys, vampiras, velmas da vida me fiz passar pelas vias da minha imaginação de criança entediada. Agora, fazendo essa retrospectiva, confesso: nunca tive muita vocação para aquela espécie de heroína altruísta. Na verdade sempre ficava com uma sensação de que a mulher do herói – aquela que no imaginário de todos é “a grande mulher” que se esconde por trás de “todo grande homem”, quer idéia mais irritante?  - faria mesmo uma combinação explosiva é com o vilão, sabe? Como aquele que assumia desde o princípio suas limitações de caráter, seu egoísmo, sua impossibilidade de doação, aquele que usava máscara mais para revelar do que para esconder, acho que é isso. &lt;br /&gt;            Te contei que li Ensaio sobre a cegueira? Me perturbou. Pois é, no princípio não sabia exatamente porque, mas logo depois, quando me vi diante de você e de toda essa lama que você fez questão de trazer consigo - sei lá de que se pode chamar todo esse lixo que você insiste em permanecer envolvido - entendi o que mexeu comigo em toda aquela narrativa dura sobre abjeções, sobre as coisas que todos chamam de desumanidades, mas são cometidas por seres sob a condição humana.&lt;br /&gt;            Não sei, é claro que é bonito “ver” a mulher do médico fazendo de tudo para conservar no seu marido alguns traços que o separassem de uma total entrega à condição de animal, depois de experimentar a vida pisando nos próprios dejetos e de seus “companheiros” de cegueira, ou de entregar sua mulher em troca de comida a um grupo de cegos classificados como “malvados” – mas em meio a tanta abjeção, como algo ainda pode ser considerado mau? Acho que ainda era um restinho de luz dos olhos da mulher do médico no fundo dos olhos de seu marido e colegas de quarto na quarentena. Imagine só, ver seu marido sair guiado pelo cheiro de juventude daquela cega da cama ali perto e se deitar com ela como se estivessem ambos compartilhando um acordo sem palavras, como se a morte da visão trouxesse consigo a morte da palavra, e a partir de então se sentir irmanada a essa cega, através de um acordo mudo também.&lt;br /&gt;            Fato é, a morte da palavra para mim se mistura, se confunde com morte dos sentimentos. Com impossibilidade de compartilhar experiência. Nunca me atraiu o neo-realismo, ou qualquer “ismo” que ponha abaixo as possibilidades de sentir, que considere inverdade aquilo que vem à mente – ou ao coração, não importa o lugar que cabe aos afetos - quando nos colocamos diante de algo que nos punge, nos impacta, nos provoca ou nos agride seja lá de que maneira. Acho que por isso, por essa impossibilidade de negar a palavra, por essa impossibilidade de me negar a colocar para fora de mim as minhas sensações como uma forma de me perceber em existência, é que eu me recuso a me doar como a mulher do médico...&lt;br /&gt;            Não consigo fingir que não vejo a lama de suas ações apodrecendo cada vez mais, se transformando em um oceano de mesquinharia, mentira, fingimento capaz de causar mágoa, angústia, tifo, malária em quem se deixa tocar por essa água imunda. Prefiro tomar as rédeas de minha situação, minha escolha é te deixar agora tateando nas suas escolhas, te nego a única coisa que eu poderia te oferecer em meio a todo esse caos, que é o meu olhar em direção ao seu caminho.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-5513306797599251450?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/5513306797599251450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=5513306797599251450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5513306797599251450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/5513306797599251450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/02/nem-de-longe-mulher-do-mdico.html' title='Nem de longe a mulher do médico'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-733905018090142243</id><published>2008-01-22T22:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-22T17:57:32.698-08:00</updated><title type='text'>Pelas trilhas de Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            Quando Caio soube que se apresentaria na Cidade do México imediatamente pensou em Silvia. Já não se falavam há muitos anos, desde que ela resolveu pôr fim naquele círculo vicioso de idas e vindas. Aquele círculo que começou com o receio de um envolvimento mais profundo, sobreviveu por algum tempo por força da atração, e começou a dar sinais de esgotamento quando a geografia passou a ser a culpada: a cidade, a rua, a casa que passaram a ser responsáveis por ela estar se sentindo assim, indisposta, desassossegada, perdida mesmo. O desfecho, ou o que ele durante muito tempo considerou como tal, veio nas linhas de um bilhete informando indiferentemente a decisão, a mudança, aquela espécie de fuga para um lugar que ficava fora dos seus domínios geográficos.&lt;br /&gt;            Na época se recusou a pensar muito no assunto, talvez por achar que, como sempre, eles voltariam a se encontrar e tudo seguiria como se nada tivesse mudado. Mas, desde que pensou em revê-la, perdeu o controle sobre suas ansiedades, seus temores, as mágoas e as mil fantasias que começaram a se desenhar no território de seus afetos. Pensou até em não tentar encontrá-la, afinal de contas nem ao trabalho de se despedir ela se deu, mas, como costumava seguir a primeira vontade que sentia, lhe telefonou:&lt;br /&gt;- Silvia? Como está a vida? Veja só que coincidência: chego à Cidade do México na próxima quarta... Podemos nos ver? Na quinta à noite? Ótimo! Levo um vinho para acompanhar. Além do mais não quero perder a chance de conhecer a cidade com as dicas de uma guia! Até a quinta então...&lt;br /&gt;            Mesmo imaginando que Silvia seria bem receptiva ao seu telefonema, Caio conseguiu se surpreender. Na verdade a surpresa não foi com a receptividade de Silvia, mas com o efeito que a conversa lhe causou. Pensou em dar seguimento à suas atividades, preparar sua mala, fazer reservas no hotel, mas tudo isso passou ao segundo plano, porque agora o que lhe empolgava, e por outro lado lhe dava náuseas, era a possibilidade do reencontro.&lt;br /&gt;- Será que ela conheceu alguém lá? – pensou – Ou será que ainda espera um happy end para nossa história? – continuou a se perguntar, sem saber ao certo qual das duas questões lhe causava mais ansiedade ou lhe provocava mais aversão.&lt;br /&gt;            O fato é que na quinta-feira, quando terminou a apresentação, nem bem cumprimentou duas ou três pessoas e já foi se despedindo. Como não conhecia a cidade, preferiu não arriscar. Pegou um táxi.&lt;br /&gt;- Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito! – sentiu, apaziguado ao ver as cores das casas passando rapidamente diante de seus olhos.&lt;br /&gt;            De repente ele viu passar uma casa de um azul bem forte e teve a impressão de estar indo na direção errada. Lembrou de quando Silvia comentou que morava a uma quadra da casa de Frida Kahlo, e, não havia dúvida, já tinham passado do tal museu. O motorista, em um gesto simples, engatou a ré e se dirigiu ao destino, sem entender ao certo o motivo pelo qual Caio ficou tão agoniado com a sua direção.&lt;br /&gt;- Fique tranqüilo rapaz! Logo chegaremos e eu não cobrarei indevidamente a corrida. – tentou tranqüilizar o motorista, sem sucesso.&lt;br /&gt;            Mas não era isso que angustiava Caio. A questão é que a sensação se dirigir à Silvia em marcha ré lhe causou um receio de estar andando para trás, de estar caminhando conscientemente para os mesmos erros, para os mesmos sofrimentos e insatisfações. Por outro lado, pensou que isso poderia significar uma nova chance de construir uma relação que não deu certo em grande medida por uma responsabilidade sua. No meio dessas elocubrações, percebeu que a decisão entre saltar do táxi e encontrar Silvia ou mandar o motorista correr para o aeroporto já não estava mais em suas mãos, pois já se encontrava diante da casa de nº 63.&lt;br /&gt;            Logo Silvia lhe abriu a porta e ele quase pôde sentir o peso de mil indagações e especulações se dissolvendo, abrindo espaço para conversas, risos, lembranças – e por que não descobertas? E foi assim, permitindo se surpreender, que Caio teve uma leve impressão de quanta novidade é possível descobrir no mesmo. Ou melhor, como o “mesmo” pode ser outro a cada instante que passa, a cada experiência vivida, a cada ângulo que ele se dispuser a olhar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-733905018090142243?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/733905018090142243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=733905018090142243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/733905018090142243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/733905018090142243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2008/01/pelas-trilhas-de-nietzsche.html' title='Pelas trilhas de Nietzsche'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-6438081362067795337</id><published>2007-12-16T21:12:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T16:23:55.584-08:00</updated><title type='text'>Amigos simplesmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para Caio, misturar poesia com cerveja na companhia dos amigos sempre resultava em discutir “mulheres”. Nesse momento então, em que o emaranhado de conflitos, desencontros, desculpas e ansiedades o deixavam mais enredado do que deixariam carinhos e declarações de afeto, os diálogos com – e sobre – ela não poderiam girar em torno de outra temática que não o mundo feminino, todos os seus atrativos, ambigüidades e seus cruéis recintos subterrâneos. Falar com ela sobre esse assunto já tinha se tornado um tédio pois sempre acabava em mais desentendimentos, mas na companhia dos amigos não se pode dizer o mesmo: tudo ganhava uma outra coloração, tudo se tornava menos pesado pois percebia que não era o único desdichado em meio às teias da complicação. Ele chegava até a se sentir mais sensato do que ela, pois bem ou mal, conseguia rir de tanto esforço desnecessário, tanto desgaste. Nesse universo da mesa de bar onde “elas” não tinham a senha de entrada, todas as queixas até então contidas, escondidas nos cantinhos das máscaras de polidez, se transformavam em vapores etílicos e risonhos, confundidos com discussões de futebol por aqueles sentados nas mesas vizinhas...&lt;br /&gt;Foi em um contexto parecido, uma atmosfera super dionisíaca, que Caio conheceu Elisa. A identificação não foi imediata, aliás, ele até achou ela meio estranha - Onde já se viu chegar assim pedindo para acender o cigarro no meu? – Mas uma garrafa de vinho depois ele estava totalmente envolvido por esse jeito dela, de parecer bem à vontade com um conhecido de duas horas como se estivesse diante de um velho amigo. Engraçado é que em uma mesa de mais de quinze pessoas, os dois conversavam e riam entre si como se nem lembrassem da presença dos demais, a não ser quando alguém dirigia uma perguntava a um dos dois e eles se viam constrangidos ao se perceberem em tal situação. Em meio a essa descontração o telefone de Caio deu sinal: mas é claro que ela não ia deixar mesmo eu mudar de opinião em relação às mulheres! - pensou quando viu o número de Erica chamando. Pediu licença e foi atender, mas esqueceu de levar a atenção consigo, deixou-a lá, voltada para Elisa. Ao telefone concordou com praticamente todas as propostas de reconciliação que ouviu e, quando achou que já estava há muito tempo longe, terminou deixando escapulir que precisava desligar pois o esperavam na mesa.&lt;br /&gt;Não deu outra: briga – e no mínimo mais quinze minutos de discussão ao telefone. Mas o que é que ele queria? Depois de assinar o recibo de que aceitou todas as propostas para encerrar logo a ligação ele esperava que ela ainda se despedisse com um beijo? Se resignou em ouvir o que ela teve ânimo de lhe falar antes de desligar sem despedida.&lt;br /&gt;Enquanto se dirigia à mesa Caio ficou pensando em como Elisa parecia tão diferente do que ele imaginava das mulheres. Obviamente não conseguiu disfarçar sua tensão, e terminou contando à ela toda a briga pelo telefone e todo o processo de desconstrução da relação que culminou nessa explosão de ressentimentos. O pior de tudo isso é que, acostumado a imaginar as mulheres como seres incapazes de tratar de maneira descomplicada qualquer assunto, de repente se viu diante de uma verdade inapelável quando Elisa deitou a taça na mesa e lhe disse como se dissesse a si mesma: isso tudo é falta de amor...&lt;br /&gt;- Como? – ele tentou se certificar de que havia entendido corretamente. Ela então disse aquilo que de tão obvio se tornava invisível: como cada um dos dois não sente amor, fica cobrando e cuidando do que o outro sente... quem ama de verdade é absorvido pelo próprio sentimento! Não tem nem razão para tentar cuidar do que o outro sente.&lt;br /&gt;Para falar a verdade Caio não concordava com aquela opinião de Elisa mas, como ficou tão surpreso com a simplicidade de sua afirmação, achou melhor não discutir. De qualquer forma, é preciso dizer, com o discurso de Elisa, Caio sentiu toda a tensão de instantes atrás de dissipar completamente: sua atenção agora se voltava unicamente à formular uma maneira de ter uma maneira de ter, de ganhar, de conquistar uma pessoa tão surpreendente como Elisa. Ficou mesmo foi pensando em como faria para ter com ele a simplicidade dela. Coitado, absorvido pelo próprio sentimento ele não teve condições de imaginar que Elisa cortaria qualquer tentativa de aproximação maior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À sua maneira ele descobriu que na verdade a forma despachada com que Elisa parecia lidar com os problemas era devida unicamente a um fato: ela tinha um manancial de complicações na relação que iluminava seus caminhos, por isso, por viver uma complicação tão intensa e completa do ponto de vista existencial é que ela conseguia tratar de maneira tão clara das complicações dos outros – e não por ser uma pessoa descomplicada, posto que também era humana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-6438081362067795337?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/6438081362067795337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=6438081362067795337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6438081362067795337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6438081362067795337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/12/aigos-simplesmente.html' title='Amigos simplesmente'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1138643765529064797</id><published>2007-12-07T23:55:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T18:58:28.022-08:00</updated><title type='text'>Poder ou não poder não é propriamente a questão...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lili vivia se perguntando acerca do que provocava o amor. É, vivia querendo descobrir o que intoxicava uma pessoa ao ponto de se apaixonar, pensando que assim poderia arbitrar em situações amorosas, controlar por quem se apaixonaria, quando e como e além disso até quando – o que para ela fundamental. É claro que tirava suas conclusões das suas parcas experiências e das que ouvia de Aurora e Tina – suas duas amigas e confidentes – o que não lhe impedia de se comportar como se conhecesse todas os matizes do seu alvo podendo dispor dele. Isso porque nessas parcas experiências, Lili já havia amado sendo correspondida, amado sem ser correspondida, já teve certezas e já tinha perdido as certezas, o que não a impedia de viver sob o conforto destas. Assim, Lili achava que já estava preparada para tudo. Tão grande não foi o seu desconcerto ao ser surpreendida por um fato novo. Ela que acreditava que nada poderia abalar sua tranquilidade, não pôde se conter diante de uma proposta no mínimo, digamos, inusitada de amar.&lt;br /&gt;Foi mesmo como numa crônica rodrigueana em que o óbvio ululante – até então latente e imperceptível – de repente se lhe lança aos olhos como uma espécie de afronta, de convite ao que está fadado a não se consumar, mas que contém um apelo irresistível justamente pela impossibilidade - o que para Lili constituía antes de mais nada uma provocação à sua auto-estima – fazendo com que os primeiros elementos desse caso começassem a ganhar relevo em meio a sentimentos e considerações já existentes. Assim, quando ouviu de Artur a frase “quero, mas não posso” algo ocorreu no seu interior. De repente duvidou de que suas certezas realmente poderiam lhe oferecer algum tipo de conforto, o que lhe desconcertou a tal ponto que não pôde deixar de levar essa impotência diante de uma possibilidade às últimas conseqüências – nem que fosse para ver onde essa possibilidade lavaria...Isso porque tal provocação ia de encontro exatamente ao resultado de todo o conhecimento que havia acumulado - ou pelo menos que acreditava ter – acerca de relacionamentos: a certeza de que “podia”. Pois é, o engraçado é que ela acreditava que com a cautela, o distanciamento, a frieza e, principalmente, com os instrumentos necessários – cirurgicamente mesmo – poderia controlar o objeto de seus desejos da maneira que lhe conviesse. Pois é, no final das contas ela se sentia plenamente seduzida pela possibilidade de poder manipular que ela reconhecia ter. Essa sua crença até então não havia sido refutada de maneira cabal. Portanto, Lili sentiu que, para continuar se reconhecendo, não deveria deixar que fosse refutada agora, a essa altura do campeonato justamente por uma afirmação tão leviana, tão apressada, cheia de ambigüidade e insegurança.&lt;br /&gt;Diante de tais questionamentos Lili se pôs então a testar as variáveis obtendo respostas positivas às questões que iam surgindo, sem, no entanto – por mais ambivalente que possa parecer e ser -, estabelecer e manter o distanciamento necessário – o que aliás ela de modo nenhum pretendeu - de modo que não só as suas certezas foram postas em aberto, quanto qualquer possibilidade de objetividade, de negação ou afirmação definitiva de suas certezas pôde ser alcançada. Para ser mais clara, é óbvio que Lili pôde e soube fazer bom uso do “quero” de Artur, o que, no entanto, de modo algum significou que o “não posso” pôde ser deixado de lado ou passar desapercebido.&lt;br /&gt;De repente, Lili se viu em uma situação tão ambivalente que não lhe restaram muitas escolhas, uma vez que, lidando com modos de se reconhecer, ela não poderia fazer Artur se ver capaz de poder acima de culpas e impedimentos morais - que não eram poucos. Por outro lado, não poderia permitir que suas certezas fossem postas de lado, fato que implicaria talvez em uma crise de identidade. Além disso, toda a incerteza de Artur – ou mesmo de qualquer tipo de relação que viesse a se esboçar a partir de tal quadro - lhe parecia de certa forma uma situação ideal, posto que inviabilizava qualquer ameaça à sua autonomia sob a insuportável forma de cobranças. Assim, Lili prefere ficar com suas “certezas”, uma vez que enfrentar um embate entre suas certezas e as dúvidas alheias poderia lhe custar um certo conforto do qual não abria mão...- ao passo que Artur optou pelo bem-estar de permanecer na dúvida.&lt;br /&gt;Além do mais talvez não fosse cômodo nem mesmo desperdiçar a incerteza alheia, pois, por mais paradoxal que possa parecer, nesse caso, é exatamente a permanência da incerteza de Artur que alimenta a continuidade da certeza de Lili - nem que seja para cumprir o destino do convite a lugar nenhum que deu origem à toda essa história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1138643765529064797?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1138643765529064797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1138643765529064797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1138643765529064797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1138643765529064797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/12/poder-ou-no-poder-no-propriamente.html' title='Poder ou não poder não é propriamente a questão...'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8044385256024610323</id><published>2007-12-02T23:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T18:49:57.965-08:00</updated><title type='text'>Demasiado humana sim, masculina jamais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Embora os incômodos fossem experimentados de maneira real, as discussões sobre gênero sempre tinham um tom bem humorado, principalmente nesse dia em que, quando Lili se queixou por Carlos a acusar de idealizar demais as mulheres, Aurora e Tina não hesitaram: concordaram em número e grau com ele. Mas realmente, quando Lili reclamava que os homens tinham na própria conquista seu objetivo final – a sedução pelo simples prazer de alcançar seu alvo e não para construir com ele uma relação significativa – ela generalizava as mulheres, como se todas elas fossem figuras muito interessantes, e os homens como se fossem todos superficiais e incapazes de reconhecer e valorizar uma boa companhia. Sem argumentos para se defender, ela blefou que a partir de então só olharia para seres femininos, provocando os risos de suas amigas e olhares curiosos de um casal que jantava na mesa ao lado com os filhos.&lt;br /&gt;Coincidentemente, dois dias depois estava na fila do mercado quando conheceu Ângelo, um rapaz que chamou sua atenção pela cordialidade visivelmente desinteressada com que lhe tratou. Não precisou nem de dois minutos para começar a pensar seriamente na brincadeira que fez outro dia com suas amigas e de fato investir suas energias em um ser que, se não era feminino no sentido literal, exibia um certo posicionamento bem afinado com isso que se costuma considerar como “feminino” nesse primeiro contato. Além disso, pensou, seria no mínimo divertido provocar as amigas fazendo suspense em relação ao tipo de figura feminina que ela teria conquistado.&lt;br /&gt;Logo Lili estava imersa no desafio de vencer aqueles joguinhos, neutralizar aquelas artimanhas, pôr de lado as hesitações de Ângelo que só conseguiam aguçar ainda mais seu ímpeto de conquistá-lo. No começo foi o desinteresse dele: - “Não posso estar sempre disponível, preciso de um tempo para as minhas coisas”. Em seguida se revelaram certas passividades: - “Vou, mas só porque é importante para você”. Tudo isso para Lili, que se sabia mulher há tanto tempo, era um sinal claro de que o lado feminino de Ângelo o impelia a negar para si mesmo o nível de envolvimento em que já se encontrava em toda essa situação. Bastaram algumas atitudes de Lili demonstrando que sua vontade era um fato, que o queria bem, que desejava compartilhar momentos porque o achava uma pessoa especial, para que Ângelo se apaziguasse com o seu desejo que também era real. Porém, correspondendo a aquilo que seus receios pareciam alertar, Ângelo logo viu um outro lado de seu envolvimento se manifestar, em meio a cobranças, angústia e questionamentos: - “Porque assim? Porque não agora?”&lt;br /&gt;Ao invés de respondendo a tais perguntas, Lili esperava Aurora, Tina e dessa vez também Carlos, para que testemunhassem sua nova promessa na varandinha do Póstudo: sal, copo de tequila na mão, limão cortado de forma correta – Aurora estava presente! – e um brinde entre risos: - “Nunca mais idealizo as mulheres! Como sofrem as almas masculinas”!!! &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8044385256024610323?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8044385256024610323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8044385256024610323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8044385256024610323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8044385256024610323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/12/demasiado-humana-sim-masculina-jamais.html' title='Demasiado humana sim, masculina jamais'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-1345352101494574264</id><published>2007-11-24T13:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-02T18:50:43.816-08:00</updated><title type='text'>(Parte 2) O outro lado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem vê Lili nas noites soteropolitanas, no habitual porre de tequila, não imagina a possibilidade de que seu coração seja tomado, aquele coração aparentemente incapaz de suportar algum ser a lhe ocupar espaço, por menor que seja. Quem vê Lili juntamente com Aurora, sua companheira de aventuras desde a adolescência, a beber vinho na praia em noites chuvosas enquanto especula quem vai ser louca de cair na água primeiro, não imagina que teria sido capaz de amar! Que teria se entregue à emoção que a faria carnal como qualquer outro ser.&lt;br /&gt;Mesmo em sua casa Lili se basta em ouvir música - daquele seu jeito displicente de ouvir música –, fumando um cigarro à janela enquanto observa o céu e ouve o barulho do vento , e até mesmo relendo aquelas poesias que, segundo ela, lhe traduzem – o que a faz entender que foram escritas para ela –realmente, Lili se bastava. Parece difícil pensar que algo lhe teria conferido a capacidade de existir para além das meras paixões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porém (pasme), Lili amou. – Como assim? Você certamente vai me perguntar. – Lili que escava com seu riso o peito de pobres poetas precários ? Pois é, ela pôde uma vez sentir um riso bobo vindo-lhe à boca ao ouvir uma certa voz que ao seu lado expressava metafísicas enquanto conversava com um amigo comum. Imediatamente cogitou a possibilidade de poder voltar a ouvir aquela voz, porém, lhe falando diretamente. Para tanto tomou suas providências logrando rapidamente se tornar o objeto e destino da voz. De fato a voz falava tudo o que Lili queria ouvir (não que fossem mentiras, pois suas qualidades realmente inspiravam o dono da voz), não deixando nenhum detalhe sem ser dito. Falava poesia, falava Drummond, Ronsard, Pessoa, pernas...,dizia coisas de uma ternura tão simples que Lili se desfalecia, se bastava agora a ouvir, a ouvir e ser o que a voz lhe considerava/ordenava, não demorando muito para que aquela não lhe considerasse mais nada: tinha perdido o brilho próprio, vinha simplesmente representando o papel ditado pela voz que pouco a pouco se tornara sua dona.&lt;br /&gt;Como se poderia esperar, logo se ouviu que..., ou melhor logo se deixou de ouvir, e Lili (mas a essa altura, quem era mesmo Lili?), crendo que era insensibilidade sua, passou a buscar ouvir, sentir, saber o que era, ser..., buscou olhando no espelho do táxi, buscou sozinha nas suas plantas, buscou quão acompanhada pelas ruas à noite. E nessa busca incansável Lili não podia enxergar ninguém, numa avidez de si mesma que até atraía a atenção de quem cruzava o seu caminho. E assim, procurando o que era, foi voltando a o ser. Ou melhor, foi se tornando o que se conhece hoje de Lili, de modo que, em um dado momento, lembrando que procurava descobrir algo, se deu conta que não sabia o que tanto buscava. Mas para nós, pobres mortais, esse detalhe não faz a menor diferença, uma vez que Lili já existe, e existe demais, chega até a apavorar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-1345352101494574264?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/1345352101494574264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=1345352101494574264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1345352101494574264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/1345352101494574264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/11/parte-2-o-outro-lado.html' title='(Parte 2) O outro lado'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-8235862923928816907</id><published>2007-11-21T19:54:00.000-08:00</published><updated>2007-11-21T15:50:34.078-08:00</updated><title type='text'>(Parte 1) Um continho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Será que hoje conseguiria dormir a noite inteira sem que ela viesse lhe povoar os sonhos? Será que conseguiria mesmo dormir? Já fazia uma semana, uma semana que tal presença se impunha em todos os momentos vividos por Carlos, o que já estava fazendo com que o pobre deixasse de se dedicar com o habitual afinco às aulas de literatura que ministrava no colégio de freiras. Sim, era um professor de literatura aquele pobre homem que outrora se distinguia dos outros professores na preferência das aluninhas graças à sua enorme sensibilidade e à atenção que costumeiramente lhes dispensava. Porém, pouco restara do Carlos d’antes, desde que ela lhe cruzara o caminho –talvez se não tivesse se inclinado tanto para vê-la...-, desde que ela entrou pele primeira vez em seu prédio para ocupar o 609!&lt;br /&gt;Em meio a um mar de hipóteses, adormece Carlos, só acordando ao amanhecer. Fala consigo:&lt;br /&gt;- Será que se eu levantar pelo lado direito da cama consigo inverter essa situação?&lt;br /&gt;Tenta, lembrando que o fez para esquecê-la, e prossegue partindo para mais um dia sem deixar de pensar nela um só momento.&lt;br /&gt;Fazendo planos de como poderia se aproximar, Carlos chega à conclusão de que deve saber um pouco mais sobre o objeto de seus desejos e resolve perguntar ao porteiro do edifício como ela se chama, a que o indolente se limita a responder:&lt;br /&gt;- Lili.&lt;br /&gt;Para Carlos, a informação era de grande valia, pois, pensava, “poderia fazê-la me olhar se lhe gritasse o nome na rua”. Mas era pouco, precisava estudar-lhe os costumes para conhecer suas preferências – tinha o nobre propósito de a agradar -, e assim o faz. Passa a observar Lili ao sair, ao entrar, como se veste, com quem está, chegando ao ponto de conseguir perceber as variações no humor de Lili, tanta a dedicação com que a observava. Mas ainda era pouco, precisava conhecê-la mais para poder possuí-la, precisava cogitar cada atitude, cada reação, cada vontade e cada comportamento para estar sempre a postos, pronto a lhe servir.&lt;br /&gt;Sentado à escrivaninha do seu quarto pensa “será que é isto o amor? Como posso sentir algo assim por alguém a quem nunca dei um bom dia! Mas não posso deixar de sentir isso por ela! Como será ela na sua intimidade? Será que posso ousar pensar em penetrar sua intimidade? Mas a vontade que me punge é a de exibi-la como um troféu, de modo que dói manter-me distante.”&lt;br /&gt;Assim se esvai cada vontade de Carlos - vontade de comer, de dormir, de sair com os amigos, de trabalhar – menos a vontade de estar com Lili, de compartilhar seus momentos. “Mas como serão esses momentos?” pergunta-se, respondendo de pronto: “será que retoca o batom através do espelho do táxi ? será que enumera os corações que despedaçou ao analista – que nada analisa senão o modo como se reclina no velho divã vermelho – deixando escapar certa dose de sadismo naquele cortante sorriso burguês? Hum, e aquele sorriso, aquele insuportável sorriso....” Carlos certamente ficaria horas pensando naquele sorriso - e em cada detalhe daquele corpo, cada reflexo, cada cruzar de pernas – e assim fica, deixando que com cada pensamento deixasse de existir um pouco de “Carlos”, caindo em um estado de semi-inconsciencia, já que ainda restava a consciência de que Lili existia, existia demais!&lt;br /&gt;Preocupadas com Carlos, vêm Bárbara e Rafaela –suas irmãs- em seu socorro.&lt;br /&gt;- O que há contigo, irmão? –pergunta Rafaela, sempre mais curiosa e controladora – qual o motivo desta doença?&lt;br /&gt;- Penso que desta forma, talvez Lili se preocupe comigo e venha até mim. – responde Carlos – quem sabe se estando morto ela vem chorar-me.&lt;br /&gt;- Quem é essa que surgiu para fazer com que rasgues toda a lucidez que possuis, querido? Pergunta Bárbara olhando assustada para Rafaela.&lt;br /&gt;Mas Carlos nem ouve tal pergunta. Antes, pensa que Lili não pensaria bem de alguém que a tivesse feito chorar, e sobressaltado levanta, demonstrando uma força capaz de impressionar sua musa. Deixa suas irmãs – temerosas pela sanidade mental do irmão antes tão equilibrado- e sai a procura de Lili. “Mas onde?” –pensa enquanto desce as escadas - “onde posso encontrá-la, visto que é toda dinâmica?" mas ao cruzar o portão do edifício, cruza também com Lili, que num gesto inesperado deixa escapar-lhe um sorriso.&lt;br /&gt;Após responder ao gesto, Carlos acende um cigarro e pensa como que possuído por um espírito “drummondiano”: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“amiga, afinal nos compreendemos.&lt;br /&gt;Já não sofro, já não brilhas,&lt;br /&gt;Mas somos a mesma coisa.&lt;br /&gt;(Uma coisa tão diversa da que pensava que fôssemos.)”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-8235862923928816907?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/8235862923928816907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=8235862923928816907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8235862923928816907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/8235862923928816907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/11/um-continho-parte-1.html' title='(Parte 1) Um continho'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-6554042340850852641</id><published>2007-11-17T18:43:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T13:46:06.746-08:00</updated><title type='text'>É sempre a busca do primeiro espanto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vez ou outra é a nostalgia do primeiro espanto que leva a pensar em mais uma reaproximação. Nostalgia daquele frio na barriga de me descobrir desejada por um alguém que já estava ali quando cheguei, que foi embora e voltou como se não me dissesse respeito – e de fato não dizia. Alguém que trilhou caminhos e descaminhos tão diversos dos que eu trilhei na minha trajetória e de repente se viu ali, como eu, deixado pelos astros diante do outro que passava meio despercebido e que, talvez por obra da iluminação daquele dia chuvoso ou quem sabe do olhar do desejo, dedilhou certas notas musicais nas cordas em seu peito que antes nem sequer havia tentado.&lt;br /&gt;E foi mesmo um soco no estômago quando começou a se delinear o sentimento, a se tornar real em uma intensidade que inviabilizava qualquer tentativa de ignorá-lo. Na verdade o que agredia não era a tomada de forma do sentimento, pois acredito que todos os instintos, humores e hormônios se responsabilizavam por essa parte. O que doía era a obscenidade de cada detalhe antes escondido, era de repente me ver atraída por uma pessoa jamais cogitada anteriormente depois perceber os esforços que fazia para me agradar, de ver que ele era capaz de tornar significativas as menores coisas para me provar que seu desejo por mim inspirava as grandes iniciativas, mas também os menores gestos cotidianos.&lt;br /&gt;Essa intensidade primeira, tipo de susto de dois segundos que antecede uma descida vertiginosa, se sobrepôs definitivamente às decepções quando elas surgiram... Estas não poderiam de forma alguma ser comparadas ao espanto, ao encanto de me sentir ali desafiando o imaginado, nossos assuntos convergindo, o ideograma japonês, tatuagem nas costas, meu pé que não era tão estranho, filmes, filmes, música dos anos 80, você com a mania de parecer moderninho e eu com meu gosto antiquário, a 5ª sinfonia de Beethoven – ai, esses pseudo-intelectuais! Tão chatos na sua intersubjetividade limpa e vaidosa! – concordávamos em número e grau... E eu, que de ingênua não sabia ainda que nossa concordância era na verdade uma arma contra a nossa atração. Era o sintoma do esgotamento de nossa disputa de ego que alimentava a tesão.&lt;br /&gt;Mas então, nessa acomodação de ânimos que sucedeu a primeira surpresa, durante a maior parte do tempo a sua ausência é vivida como um conforto, traz uma impressão de segurança, uma sensação de que a possibilidade de estarmos juntos é infinita, já virou um fato consumado. O problema é quando de repente a nostalgia daqueles primeiros sentimentos se converte em um impulso de buscá-los em você, eis que começa a fermentar uma angústia, a crescer a ameaça à minha segurança de que é infinito o nosso “estar”, é posto em xeque o nosso “estar ou não” que se aproxima.&lt;br /&gt;O que posso dizer a respeito, considerando que não houve um não, mas apenas senões: estar com você é estar bem, pois sei que logo quando estivermos cada um seguido seu caminho a próxima sensação é aquela velha conhecida de que falei há pouco: sensação de que estive contigo, me satisfiz nesse estar e passarei um considerável tempo alimentada por esse suprimento de segurança, até que um novo impulso estremeça as estruturas desse castelinho que construo e desconstruo com a mesma imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reflexividade à parte, na balança pulsão e receio, é sempre a primeira opção que toma a dianteira – também, em se tratando de fogo com ascendente em fogo... – e o resultado é que, quando bate a vontade, vale a experiência, a fruição e a satisfação, mesmo que estejam bem distantes do soco no estômago do primeiro espanto, esse ideal que permanece vivo na memória, certamente para servir de referencial por tempo indeterminado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-6554042340850852641?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/6554042340850852641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=6554042340850852641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6554042340850852641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/6554042340850852641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/11/sempre-busca-do-primeiro-espanto.html' title='É sempre a busca do primeiro espanto'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7757386591761403145.post-3016686869833715008</id><published>2007-11-16T00:01:00.000-08:00</published><updated>2008-12-15T13:05:12.425-08:00</updated><title type='text'>Agora passou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que sei é que passou. Há tempos eu me questionava se passaria, se eu um dia poderia me pensar sem ao menos um vislumbre daquilo que um dia fomos e pensamos que poderíamos ter sido se fôssemos mais sinceros. Não falo nem sincero com o outro... Falo de não tentar ignorar o próprio sentimento. Mas essas coisas são assim mesmo, é num átimo que você se dá conta de que ao menos agora não faz sentido querer. Você constata que a vontade desapareceu, a angústia não existe mais, a ansiedade tampouco e o que restou foi um tédio notado quando ainda tentei forçar a barra para ver se não me interessava mesmo. É que não dá para imaginar, pelo menos agora, eu me deslocar daqui para ouvir mais uma vez você me dizer como eu estou diferente – imagina se eu tivesse mudado tantas vezes! Seria a falência de qualquer noção de “eu” que eu tivesse conseguido montar ao longo de anos de análise e crises existenciais – ou me falar com ares de novidade que aquela pintora teve um caso com a cantora que aparece no filme e eu ouvir fingindo espanto com a notícia. Sabe, não é um tédio daqueles que nascem dos amores marcados por trocas de lençóis e toalhas nos dias certos, refeições à mesa, “boa noite, durma bem, até amanhã” e nada de bom dia se o mau humor matinal assim o permitir. É tédio dos piores, tédio daqueles que a gente nem sabe como explicar, mas que impede de ver alguma graça nos detalhes bobos, no dente meio torto da frente ou no jeito como você reclama de tudo – e aí me perdoe, mas terminaria concordando com você acerca de sua chatice, é melhor não arriscar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho que a energia esgotou, porque não é nem a questão de ficar procurando mil ocupações para não te buscar, de arrumar mil vasos de plantas para cuidar, mil amigos novos tão confusos quanto eu para me acompanhar na minha angústia e para rir comigo das desventuras. Sinto que se por acaso eu te encontrasse hoje eu viveria o desespero de quem sonha que está de pijamas no meio da rua, ou de quem fala alguma perversão justamente no momento em que todos se calam, aquela necessidade de sumir e ao mesmo tempo uma impossibilidade mórbida de esboçar qualquer movimento de fuga. É tédio que me faz ficar aqui mesmo, sem saber ao certo até quando, porque na verdade eu já passei da fase de acreditar que as coisas são para sempre e isso se aplica também ao que volta e meia nomeamos de final – graças é claro ao cinismo que se herda de cada amor, e à dose intensiva que o seu me concedeu, hora para minha felicidade e hora para a minha inércia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao menos tenho me permitido sentir assim como a maioria das pessoas que acreditam que os afetos têm um fim, experimentando esse momento como um desfecho de nossa história, deixando em suspenso dessa vez não o nosso interesse ou nosso eterno, porém inconstante, “porque não?”, mas a idéia muitas vezes arrogante de que somos seres de volição, ou a noção submissa de que tudo pode valer à pena, de acordo com o tamanho de nossa alma. Para ser bem honesta eu acredito mesmo que a vontade é uma das maiores forças que pairam na atmosfera, e que tudo pode mesmo valer a pena se a alma – ou a disposição para aceitar o que vier – não for pequena, mas mesmo assim, e crendo não estar caindo em uma contradição muito óbvia, o que eu posso dizer é que não quero, sem me arriscar ao menos a dizer que “só por hoje”. Apenas que nesse instante, passou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7757386591761403145-3016686869833715008?l=pensamentofalado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/feeds/3016686869833715008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7757386591761403145&amp;postID=3016686869833715008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3016686869833715008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7757386591761403145/posts/default/3016686869833715008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentofalado.blogspot.com/2007/11/agora-passou.html' title='Agora passou'/><author><name>Lidia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11866213574018306311</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
